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sexta-feira, 21 de novembro de 2008

ATÉ QUE ENFIM É SEXTA-FEIRA

“Dançar. O resto não vale porcaria nenhuma!”


Lançado nas telas na época das discotecas, “Até que Enfim É Sexta-Feira” trata de diversas histórias paralelas que se passam durante uma única noite dentro e nos arredores da boate chamada Zoo, onde vai ocorrer uma competição de dança. Os tipos que assistimos são os mais diversos: um casal que decide apimentar a relação aparentemente monótona; uma garota “certinha”, Jennifer (Debra Winger), à espera de sua cara-metade; o proprietário da disco, Tony (Jeff Goldblum), um mulherengo inveterado, em busca de uma nova conquista ; um dançarino latino, Marv Gomez (Chick Vennera), que quer ganhar o concurso; uma cantora desconhecida, Nicole (interpretada por Donna Summer, em sua estréia na telona), que pretende alcançar o estrelato, e outros.

O filme é dirigido por Robert Klane e escrito por Barry Armyan Bernstein, em estilo nervoso e narrativo, que evita deixar a peteca cair mesmo nos momentos mais parados. Entre os artistas que mais se destacam está Chick Vennera, o mexicano que faz o melhor número do filme, dançando em cima de vários carros enfileirados no estacionamento da discoteca; Ray Vitte (de “Car Wash”, 1976), como Bobby Speed, o DJ da Zoo, que fica desesperado para manter o ritmo do local e ao mesmo tempo lidar com o atraso de uma atração programada e Valerie Landsburg (Frannie) e Terri Nunn (Jeannie), como duas adolescentes que fazem de tudo para entrar na discoteca e participarem do concurso. Jeff Goldblum, que o tempo mostrou ser o canastrão que conhecemos, não compromete (acredite se quiser).

Entre as atrações, o “The Commodores” fazendo eles mesmos tocando um hit da época, surge no final, mas o ponto alto do filme mesmo é Donna Summer embalando a galera ao som de “Last Dance”, canção que levou o Oscar de Melhor Canção daquele ano (composta pelo músico Paul Jabara, que interpreta o nerd Carl no filme).

“Até Que Enfim é Sexta-Feira” desenrola-se como nas faixas de um disco (na época LP; hoje, CD), sendo que o resultado é divertido. Quem passou inúmeras matinês e noites de finais de semana nas filas da Aquarius, Banana Power, Papagaio´s, Hippopotamus e outras discos nos 70-80, com certeza vai ter boas recordações.



Até Que Enfim É Sexta-Feira (Thank God It´s Friday)
1978 – EUA - 89 min. – Colorido – COMÉDIA/MUSICAL
Direção: ROBERT KLANE. Roteiro: BARRY ARMYAN BERNSTEIN. Fotografia: JAMES CRABE. Montagem: RICHARD HALSEY. Música: DIVERSOS. Produção: ROBERT COHEN, para a MOTOWN-CASABLANCA, distribuído pela COLUMBIA PICTURES.

Elenco: VALERIE LANDSBURG (Frannie) TERRI NUNN (Jeannie), CHICK VENNERA (Marv Gomez), DONNA SUMMER (Nicole Sims), RAY VITTE (Bobby Speed), MARK LONOW (Dave), ANDREA HOWARD (Sue), JEFF GOLDBLUM (Tony), ROBIN MENKER (Maddy), DEBRA WINGER (Jennifer), JOHN FRIEDRICH (Ken), PAUL JABARA (Carl), MARYA SMALL (Jackie), CHUCK SACCI (Gus), HILARY BEANE (Shirley), DeWAYNE JESSIE (Floyd) e THE COMMODORES (eles mesmos).

Prêmios:
Oscar de Melhor Canção Original (Paul Jabara)/1979.



Cenas do filme:


Assista também:




Os Embalos de Sábado à Noite

terça-feira, 7 de outubro de 2008

SUPERMAN - O FILME

“Eu nunca bebo quando voo.”


O tamanho do espetáculo já é anunciado na introdução dos créditos, que mais parece a abertura de uma ópera wagneriana. O prólogo transcorre no planeta Krypton, onde o conselheiro Jor-El (Marlon Brando) anuncia uma catástrofe iminente; como os demais integrantes do grupo acham a previsão um exagero, obrigam-no a jurar que nem ele e sua esposa abandonarão o planeta. Enviam, então, seu filho Kar-El numa cápsula de salvamento em direção à Terra. Portanto, o garoto converte-se no único sobrevivente de seu povo, como havia profetizado seu pai. Destruído Krypton, Kar-El, já na Terra, é acolhido por pais adotivos e converte-se em Clark Kent (Christopher Reeve).O diretor, Richard Donner, concebeu o personagem de Superman como um genuíno mito norte-americano e assim o conduziu na tela, com gravidade, dimensões épicas e numerosas facetas que destacavam o caráter irretocável do garoto extraterreno. Diferentemente de Richard Lester, que dirigiu as seqüências I e II recorrendo mais ao lado cômico, Donner permitiu que seu herói fosse um menino que suportasse os insultos de seus companheiros e renunciasse a seus poderes, porque seu pai e mãe assim o haviam ensinado. Ao longo do filme, como protetor da Terra, ganha o respeito dos terráqueos e gratidão por ter evitado o caos - sem esquecer o amor de Lois Lane, (Margot Kidder), um prêmio merecido por ter salvado o mundo.

A direção de Donner não se limita a projetar na tela os conhecidos motivos da saga de Superman. Tira proveito do dinamismo que o cinema permite frente à estática dos gibis – nos quais os editores têm que recorrer a artifícios gráficos e onomatopéias para representar os movimentos do herói – e joga todo seu conhecimento. Até os maiores aficionados dos quadrinhos desfrutam assistindo ao herói cruzando o céu com Lois Lane nos braços, lançando-se velozmente no espaço ou usando suas habilidades para evitar que uma parte da Califórnia seja separada do continente.

Logo no inicio, Donner começa a dar as cartas. “Ilustra” o filme, enfatizando a diferença do formato convencional para o cinemascope: sinaliza sua força, dá mostras de sua capacidade para a representação de um grande espetáculo e, deslizando pelo espaço à velocidade da luz com a câmara livre de amarras, embarca o público numa viagem que não pode fazer a lugar nenhum, exceto nas telonas. Na realidade, o Superman somente pode voar nos filmes. E verdade seja dita: dificilmente haverá um Superman, como Christopher Reeve, e nem uma Lois Lane, como Margot Kidder. Diversão sempre.



"Superman – O Filme" (Superman: The Movie)
1978 – EUA - 143 min. – Colorido – FICÇÃO CIENTÍFICA
Direção: RICHARD DONNER. Roteiro: MARIO PUZO, DAVID NEWMAN, LESLIE NEWMAN, ROBERT BENTON, TOM MANKIEWICZ E NORMAN ENFIELD, baseado nos quadrinhos de HERRY SIEGEL E JOE SHUSTER. Fotografia: GEOFFREY UNSWORTH. Montagem: SUART BAIRD E MICHAEL ELLIS. Música: JOHN WILLIAMS. Produção: ALEXANDER SALKIN E PIERRE SPENGLER para DOVEMEAD FILMS, ALEXANDER SALKIN, FILM EXPORT A.G. E INTERNATIONAL FILM PRODUCTION.

Elenco:
CHRISTOPHER REEVE (Superman/Clark Kent), MARGOT KIDDER (Lois Lane), MARLON BRANDO (Jor-El), GENE HACKMAN (Lex Luthor), NED BEATTY (Otis), JACKIE COOPER (Perry White), GLENN FORD (Pa Kent), TREVOR HOWARD (senador), MARIA SCHELL (Vond-Ah), TERENCE STAMP (general Zodd) e VALERIE PERRINE (Eve Teschmacher).

Prêmios:
Oscar Especial de Efeitos Especiais (Les Bowie, Colin Chilvers, Denys N. Coop, Roy Field, Derek Meddings e Zoran Perisic)/1978.

Cenas do Filme:


Do mesmo diretor:



O Feitiço de Áquila