Mostrando postagens com marcador super herói. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador super herói. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

LOBO EM PELE DE CORDEIRO?



Já tem gente reclamando da escalação de Guy Ritchie para dirigir o filme do Lobo. Na verdade, o problema não está no diretor (que já tinha mostrado seu talendo em "Snatch"), mas sim no anúncio de que o filme será focado ao público infanto-juvenil Levando-se em conta que o caçador de recompensas sideral da DC Comics não é flor que se cheire, fica difícil de acreditar que o filme será fiel à essência do personagem. Veja este curta The Lobo ParaMilitary Christmas Special, que mostra o grandalhão sendo contratado pelo coelhinho da Páscoa para matar o Papal Noel, que dá para se ter uma idéia de que o filme não deve sair errado.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

SUPERMAN - O FILME

“Eu nunca bebo quando voo.”


O tamanho do espetáculo já é anunciado na introdução dos créditos, que mais parece a abertura de uma ópera wagneriana. O prólogo transcorre no planeta Krypton, onde o conselheiro Jor-El (Marlon Brando) anuncia uma catástrofe iminente; como os demais integrantes do grupo acham a previsão um exagero, obrigam-no a jurar que nem ele e sua esposa abandonarão o planeta. Enviam, então, seu filho Kar-El numa cápsula de salvamento em direção à Terra. Portanto, o garoto converte-se no único sobrevivente de seu povo, como havia profetizado seu pai. Destruído Krypton, Kar-El, já na Terra, é acolhido por pais adotivos e converte-se em Clark Kent (Christopher Reeve).O diretor, Richard Donner, concebeu o personagem de Superman como um genuíno mito norte-americano e assim o conduziu na tela, com gravidade, dimensões épicas e numerosas facetas que destacavam o caráter irretocável do garoto extraterreno. Diferentemente de Richard Lester, que dirigiu as seqüências I e II recorrendo mais ao lado cômico, Donner permitiu que seu herói fosse um menino que suportasse os insultos de seus companheiros e renunciasse a seus poderes, porque seu pai e mãe assim o haviam ensinado. Ao longo do filme, como protetor da Terra, ganha o respeito dos terráqueos e gratidão por ter evitado o caos - sem esquecer o amor de Lois Lane, (Margot Kidder), um prêmio merecido por ter salvado o mundo.

A direção de Donner não se limita a projetar na tela os conhecidos motivos da saga de Superman. Tira proveito do dinamismo que o cinema permite frente à estática dos gibis – nos quais os editores têm que recorrer a artifícios gráficos e onomatopéias para representar os movimentos do herói – e joga todo seu conhecimento. Até os maiores aficionados dos quadrinhos desfrutam assistindo ao herói cruzando o céu com Lois Lane nos braços, lançando-se velozmente no espaço ou usando suas habilidades para evitar que uma parte da Califórnia seja separada do continente.

Logo no inicio, Donner começa a dar as cartas. “Ilustra” o filme, enfatizando a diferença do formato convencional para o cinemascope: sinaliza sua força, dá mostras de sua capacidade para a representação de um grande espetáculo e, deslizando pelo espaço à velocidade da luz com a câmara livre de amarras, embarca o público numa viagem que não pode fazer a lugar nenhum, exceto nas telonas. Na realidade, o Superman somente pode voar nos filmes. E verdade seja dita: dificilmente haverá um Superman, como Christopher Reeve, e nem uma Lois Lane, como Margot Kidder. Diversão sempre.



"Superman – O Filme" (Superman: The Movie)
1978 – EUA - 143 min. – Colorido – FICÇÃO CIENTÍFICA
Direção: RICHARD DONNER. Roteiro: MARIO PUZO, DAVID NEWMAN, LESLIE NEWMAN, ROBERT BENTON, TOM MANKIEWICZ E NORMAN ENFIELD, baseado nos quadrinhos de HERRY SIEGEL E JOE SHUSTER. Fotografia: GEOFFREY UNSWORTH. Montagem: SUART BAIRD E MICHAEL ELLIS. Música: JOHN WILLIAMS. Produção: ALEXANDER SALKIN E PIERRE SPENGLER para DOVEMEAD FILMS, ALEXANDER SALKIN, FILM EXPORT A.G. E INTERNATIONAL FILM PRODUCTION.

Elenco:
CHRISTOPHER REEVE (Superman/Clark Kent), MARGOT KIDDER (Lois Lane), MARLON BRANDO (Jor-El), GENE HACKMAN (Lex Luthor), NED BEATTY (Otis), JACKIE COOPER (Perry White), GLENN FORD (Pa Kent), TREVOR HOWARD (senador), MARIA SCHELL (Vond-Ah), TERENCE STAMP (general Zodd) e VALERIE PERRINE (Eve Teschmacher).

Prêmios:
Oscar Especial de Efeitos Especiais (Les Bowie, Colin Chilvers, Denys N. Coop, Roy Field, Derek Meddings e Zoran Perisic)/1978.

Cenas do Filme:


Do mesmo diretor:



O Feitiço de Áquila

terça-feira, 6 de maio de 2008

HOMEM DE FERRO

“É melhor ser temido ou respeitado? Eu diria é demais pedir ambos?”


"Homem de Ferro", dirigido por Jon Favreau, tem a vantagem de ser um atípico, mas bom filme de super herói. Ou, no mínimo, um filme de super herói que é bom, de uma forma diferente. Possui um roteiro (creditado a Mark Fergus, Hawk Ostby, Art Marcum e Matt Holloway) que prefere dar ênfase a diálogos inteligentes ao invés de frases soltas de efeito, bem como de um elenco de estrelas que aceita o convite dos produtores para realmente atuarem ao invés de apenas gritarem e fazerem pose. Mas há muito disso também no filme. O herói tem que se movimentar; o vilão deve arquitetar planos; a garota deve seduzir e jogar charme. E, também, não poderia deixar de existir um amigo do peito. Essas regras do gênero são tão pétreas quanto os “artificiais” princípios que explicam tudo (o reator em forma de arco, etc.,), bem como o vilão que é careca. Em “Homem de Ferro”, tudo acontece como esperado, na “tentativa e erro” da confecção armadura de ferro, nas diversas tomadas aéreas, nas perseguições e nas lutas.

Ao invés das histórias tediosas, moralizantes e freudianas, geralmente tão comuns neste tipo de filme – trauma de infância, crise de identidade, necessidade de justiça versus desejo por vingança, etc. – “Homem de Ferro” surge de forma mais verdadeira e natural. Embora saibamos que não estamos num mundo real, mas mais próximo a Gotham City ou Metrópolis, deparamo-nos com Tony Stark (Robert Downey Jr.) no desértico Afeganistão, onde ele degusta um uísque on the rocks na boléia de um veículo militar americano. Tony é uma celebridade da mídia, um ex-estudante brilhante do MIT (Massachusetts Institute of Technology) - a melhor universidade de tecnologia do mundo – e herdeiro de uma família cuja companhia fabrica e comercializa armas de última geração. Ele é também um bon vivant e um playboy incorrigível.

Na teoria, o personagem é ridículo, mas uma vez protagonizado por Robert Downey Jr., ele torna-se mais autêntico e familiar - tão engraçado, tão atrapalhado – como um amigo ou velho colega de faculdade. O amigo de Tony é Rhodey, um oficial da Força Aérea americana, interpretado de forma bem humorada por Terrence Howard. A garota é Pepper Potts (Gwyneth Paltrow, também bem no papel), a apaixonada e competente assistente de Tony. Seu sócio e uma espécie de mentor na Stark Enterprises é Obadiah Stane, protagonizado por Jeff Bridges com habilidade, exuberância e, acreditem, com cabeça raspada.

Todos estes são atores de primeiro naipe e o jeito palhaço de Robert Downey Jr., com sua imprevisibilidade emocional, ajuda a dar agilidade e força ao filme. Nesta mistura grande e tumultuada de movimentos desta sinfonia pop há uma série de duetos bem feitos que algumas vezes parecem com uma improvisação e espontaneidade musicais: Robert Downey dançando com Gwyneth Paltrow; com Terrence Howard, bebendo saquê no avião; com Shawn Toub, trabalhando nos protótipos dentro caverna; com Jeff Bridges, lutando numa caixa de pizza. Esses momentos são os mais prováveis de serem lembrados.

A trama é razoável, o que vale dizer à serviço dos atores (e dos responsáveis pelos efeitos especiais), que surgem do nada e algumas vezes esquece-se que estão ali – algum rodopio ou cambalhota parece ser arbitrário ou sem motivo. Isso fica muito aparente com a questão geopolítica que surge muito tênue e passa batida, assim como a crise de consciência de Tony ao descobrir que suas armas são usadas - parece mais uma necessidade narrativa do que um tema a ser discutido do ponto de vista moral.

Tudo isso serve para dizer que “Homem de Ferro”, apesar das duras dificuldades que Tony enfrenta ao se transformar no personagem título, tem suas qualidades. A aparelhagem é impressionante, mas a esse custo, deveria ser melhor. Se com centenas de milhões de doláres temos Batman , Spider-Man e o Hulk à mão, melhor seria ter a certeza que os reatores de arco estejam funcionando bem e que a armadura de liga de titânio e ouro reluza como nova e voe como um pássaro.

Embora os efeitos visuais digitais tentem ajudar o filme, a verdade é que para “Homem de Ferro” eles não fazem diferença. Na verdade, “Homem de Ferro” não tem superpoderes; o heroísmo do personagem é todo artesanal, á base de engrenagens e inteligência aplicada. Essa parte contribui para a tentativa de fazer “Homem de Ferro” um filme melhor. Alguém ficou convencido de que um playboy poderia resistir aos encantos de Gwyneth Paltrow?



Homem de Ferro(Iron Man)
2008 – EUA - 123 min. – Colorido – AVENTURA
Direção: JON FAVREAU. Roteiro: MARK FERGUS, HAWK OSTBY, ART MARCUM E MATT HOLLOWAY. Fotografia: MATTHEW LIBATIQUE. Montagem: DAN LEBENTAL. Música: RAMIN DJAWADI. Produção: AVI ARAD E KEVIN FEIGE, para PARAMOUNT PICTURES e MARVEL ENTERTAINMENT.

Elenco: ROBERT DOWNEY JR. (Tony Stark/Iron Man ) TERRENCE HOWARD (Jim Rhodes), GWYNETH PALTROW(Virginia 'Pepper' Potts), JEFF BRIDGES(Obadiah Stane/Iron Monger), LESLIE BIBB (Christine Everhart), SHAUN TOUB(Yinsen), FARAN TAHIR(Raza), SAYED BADREYA (Abu Bakaar), BILL SMITROVICH (General Gabriel) e CLARK GREGG (Agent Phil Coulson).


Trailer Original:



Assista também:



Um Duende em Nova Iorque