sábado, 25 de outubro de 2008

A BELA ADORMECIDA

“Mas quando eu a verei novamente?”


Assisti ao novo DVD de A Bela Adormecida e fiquei impressionado. A nova “roupagem” dada ao desenho da Disney enche os olhos. O colorido ganha novos tons e tem-se a impressão de que os mesmos saltam da tela. Foi de fato uma decisão muito apropriada esse relançamento, uma vez que “A Bela Adormecida” foi de fato um produto de tecnologia em alta definição no seu tempo, filmado em Super Technirama, que deram aos 70 mm um aspecto visual mais amplo que o do Cinerama.Também foi, talvez, o ultimo filme da Disney a ser colorizado artesanalmente em células de animação, e não transferidos, através de fotocopias utilizando-se desenhos e gravuras dos animadores. Dali em diante, os elementos artesanais – coloração desbalanceada, linhas quebradas e mesmo a ocasional impressão digital engordurada – desapareceriam do universo da Disney para sempre.

De acordo com os créditos, esta “A Bela Adormecida” foi inspirada na versão do conto de Charles Perrault de 1697, como outros elementos narrativos retirados do balé russo de 1889, musicado por Tchaikovsky. Mas, também, é um filme de seu tempo, com temas de romantismo juvenil e rebeldia inspirados na adolescência emergente do final dos anos 50. O filme nos dá a princesa Aurora – cujo longo loiro – faz-nos lembrar das famosas bonecas de meninas Barbie (que na verdade, pasmem, também foi criada em 1959) ou então a personagem Gidget de Sandra Dee.

Quando Aurora (Mary Costa) encontra o Príncipe Felipe (Bill Shirley) num caramanchão habitado por animaizinhos “humanizados” (que parecem pertencer a um período anterior de animação da Disney), apaixonam-se instanteneamente e, separam-se. O pai de Felipe cede imediatamente ao desejo do rapaz em casar-se com a garota.

Mas, para superar as objeções de Malévola (Eleanor Audley), a feiticeira do mal (que tem a figura maternal) opõe-se mais fortemente. Transforma-se em um dragão – “Agora você terá que lidar comigo, Principe, e com os poderes do mal!” — e inicia uma batalha com Felipe, que atinge o clímax mostrando todo o esplendor de animação do filme.

Sonorizado em 6 canais, “A Bela Adormecida” foi lançado em 1959, como resultado de um trabalho de mais de 8 anos e, orçado em US$ 6 milhões, o filme significou um grande êxito no nível de Pinocchio (1940) e Fantasia (1940). Os animadores haviam afundado nos anos 50 com animações de poucos recursos e pouco ambiciosos, como “Alice no País das Maravilhas” (1951) e “Peter Pan” (1953).

Para o público à época da estréia nas telas, o filme foi considerado demasiadamente imponente e frio. Repreendido pela crítica em função de seus personagens genéricos e relativo falta de calor e humor, “A Bela Adormecida” obteve nas bilheterias metade do que se esperava e antecipou uma nova era de austeridade nos estúdios de seu criador.

A animação da Disney voltou-se para formatos de pequena escala e sitcom, como por exemplo, “101 Dálmatas” (1961). Desta forma, “A Bela Adormecida” ficou sendo o último desenho animado do estúdio baseado em conto de fadas, até a adaptação de “A Pequena Sereia” (1989).

O DvD tem um monte de extras. Para nos cinefilos, há um excelente comentário com John Lasseter, da Pixar; o critico Leonard Maltin e o animador da Disney, Andreas Deja; o making of com cerca de 45 minutos; um especial “The Peter Tchaikovsky Story”, feito especialmente para a TV, em 1959 e o documentário curta-metragem premiado “Grand Canyon”.

Para os pequeninos, há o vídeo com a música “Once Upon a Dream , interpretada por Emily Osment ; também, uma penca de jogos, um tour da Bela Adormecida pela Disneylândia e outras atrações. Se você for fã da Disney em seus tempos áureos, como eu, não perca.



"A Bela Adormecida" (The Sleeping Beauty)
1959 – EUA - 75 min. – Colorido – DESENHO ANIMADO
Direção: CLYDE GERONIMI. Roteiro: JOE RINALDI, WINSTON HIBLER, BILL PEET, TED SEARS, RALPH WRIGHT E MILT BANTA, baseada na estória de CHARLES PERRAULT. Efeitos Especiais: DORSE A. LANPHER. Fotografia/Câmera: ROBERT ANDERSON. Animação: HAL AMBRO. Montagem: ROY M. BREWER JR. E DONALD HALLIDAY. Música: GEORGE BRUNS. Produção: WALT DISNEY; distribuído pela WALT DISNEY.

Vozes: MARY COSTA (Aurora) BILL SHIRLEY (Príncipe Felipe), ELEANOR AUDLEY (voz da Malévola), VERNA FELTON (Flora), BARBARA LUDDY (Merryweather), BARBARA JO ALLEN (Fauna), TAYLOR HOLMES (Stefan) e BILL THOMPSON (Hubert).


Cenas do Filme:



Do mesmo diretor:




Branca de Neve e os 7 Anões

5 comentários:

Violinista do Cinema disse...

ahh que lindo!
acho bela adormecida soberbo! E foi a "menina dos olhos" do Disney! Estou louca pelo filme!
bjokas,
vivi

cinefilando.blogspot.com

Miriam disse...

Adoro a malévola. Ela é a minha vilã preferida. Adoro quando ela diz:
_ Idiotas! Imbecis! Fala com tanta ênfase que amedronta todos os monstros. Coitadinha da Aurora!!!!
Beijos.

Kau Oliveira disse...

Jacques, eu acho Branca de Neve a melhor animação já feita. Nunca fui fã de A Bela Adormecida, mas devo conferir esta nova versão!

Estou com um novo blog na área. Deixei o Cinefilando e abri o Bit of Everything (http://bitlofleverything.blogspot.com/). Seu blog já foi adicionado!

Abraços!

Sérgio Déda disse...

Olha Jacques... faz muito tempo que assisti a esses desenhos clássicos.. tenho de assistir novamente...

vlws

Jacques disse...

Violinista, a Disney em seus tempos dourados sabia fazer animações como ninguém. Veja a nova versão. Bjos.

Ceilia, a personagem marcou de fato como uma das maiores megeras do cinema rsrs. Bjos.

Kau, não sei se foi a melhor, pois esse é um conceito relativo, etc. Mas com certeza é um dos melhores. Sucesso no novo blog. Já está adicionado tbm. Abcs.

Sergio, alugue ou compre. Vale a pena. Edião Platinum, duplo. Presentão. Abcs