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domingo, 27 de setembro de 2009

FRANCES

“Frances Elena Farmer. Quer que eu soletre?”


“Frances'' é baseado na triste e complicada vida de Frances Farmer, uma brilhante colegial de Seattle que alcançou o estrelato na Hollywood dos anos 30, em filmes como ''O Último Romântico'' e ''Meu Filho É Meu Rival”, ambos de 1936, e participação na Broadway. No início da década de 40, Frances entrou em depressão física e emocional que, segundo mostrado no filme, levou-a a ser tratada como mentalmente incapaz. Aparentemente com o consentimento da mãe, foi submetida a sessão de lobotomia que transformou uma mulher talentosa em um robô humano, até falecer na década de 70. Aos 56 anos, Frances Farmer morreu de câncer na garganta em Indianapolis, onde passou o resto de seus dias como apresentadora de um programa de televisão.

O filme é um pouco conturbado. Parece uma obra inacabada, como se o diretor, Graeme Clifford, e os roteiristas não tivessem conseguido perceber o foco principal da história da atriz. Contém um material pouco lapidado e com certo grau de brutalidade que tanto o filme como os espectadores não poderiam supor.Contudo, traz uma atuação magnífica de Jessica Lange no papel principal. Seu desempenho é tão contundente, tão forte, tão inteligente e humano que parece ser o último papel de sua carreira. Pelo contrário, depois de “King Kong” (76) e o pretensioso "O Destino Bate à Sua Porta" (81), Jessica, além de linda, emerge como uma atriz poderosa. O prazer em assisti-la faz com que o filme vá se transformando numa experiência marcante. Não é à toa que foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz em 1983.

O roteiro de Eric Bergren, Christopher Devore e Nicholas Kazan, retrata a história da atriz quando, ainda na escola, ganha um prêmio de redação um polêmica para os anos 30 – o assunto versava sobre a morte de Deus. A jovem Frances, xodó de uma mãe ambiciosa, Lilian Farmer (Kim Stanley), e de seu pai fraco Ernest (Bart Burns), ganha uma competição de interpretação patrocinada por um jornal de esquerda. Como prêmio, ganha uma viagem para a Rússia e a chance de trabalhar no Teatro de Arte de Moscou. Apesar de sua ambição, sua mãe Lillian é fruto de um tempo e, como tal, anticomunista. Quando Frances a desafia e parte para Moscou, inicia-se uma série de confrontos entre ambas, que levam paulatinamente à destruição de sua personalidade.

Embora retratada como relevante no início, sua viagem não é mais mostrada durante o filme. Num período de poucos segundos, a atriz retorna da Rússia, trabalha em Nova Iorque e volta para Hollywood como uma atriz contratada da Paramount Pictures. Minutos depois, é a aclamada atriz de “Meu Filho É Meu Rival”, de Samuel Goldwyn. A atriz, contudo, é incansável. Deixa Hollywood para trabalhar num grupo de teatro e tem um desastroso romance com o dramaturgo Odets (Jeffrey DeMunn). De volta a Hollywood, estrela em filmes B e, viciada em anfetaminas, segue um calvário como paranóica, que leva à prisão e a uma sucessão de internamentos em hospitais mentais.

Surgindo em algumas situações e desaparecendo em outras, está o personagem fictício chamado Harry York – um sujeito low profile -, interpretado pelo escritor e ator Sam Shepard. Sua figura é difícil de entender dentro do contexto do filme. Quando se torna amante de Frances, nos primeiros anos em Seattle, aparenta um político de esquerda. Mais tarde, durante a fase em que a atriz se dedica ao teatro, ele é um bookie. Mais tarde, ao resgatá-la de um hospital mental na Califórnia, ressurge como um escritor ou alguém da imaginação de Frances.

O diretor extrai excelentes atuações dos atores, mas nunca fixa um estilo para o filme. Às vezes, é um melodrama biográfico, romântico; outras, demasiado estilizado. Aonde quer que Frances esteja durante o período da Depressão - em Seattle, Nova Iorque ou Los Angeles - o panorama parece ser decorado com pouco glamour, como se fosse para certificar a consciência social da atriz. Em determinado ponto, ela chega a perguntar: “Como posso continuar fazendo filmes quando pessoas passam fome?”.

Um ponto que não fica claro e que compromete a coerência do filme é a falha em não estabelecer se os problemas mentais enfrentados por Frances são reais ou se ela é vitima de sua vingativa e recalcada mãe, do establishment de Hollywood ou, mais ainda, do grupo de teatro de Clifford Odets e Harold Clurman.

Apesar das falhas de estrutura e estilo do filme, Jessica está consistentemente esplêndida. Ela consegue ser sofisticada, astuta e obstinada quando ainda garota, bem como perturbada e fragilmente assustada, quando já mulher adulta. A cena em que se encontra com um psiquiatra é tão magistralmente interpretada que poderia ser objeto de alucinação da atriz. É, ao mesmo tempo, engraçada e comovente. Com certeza uma das maiores atuações dos anos 80.Embora todo o elenco esteja bem, ninguém tem um papel de grande destaque, incluindo Kim Stanley – que foi indicada ao Oscar de Melhor Coadjuvante - e Sam Shepard que, contudo, têm presenças fortes.

Bastante tocante fica por conta das seqüências finais em que uma Frances “tranqüila” aparece no programa de Ralph Edwards, "This Is Your Life". Linda, e demovida de todas as pressões sociais que antes tinha, comporta-se do modo esperado por todos. O apresentador chama-a de Frances e ela o chama de Ralph (com mais freqüência do que alguém faria no dia-a-dia). Ao final, ela ganha um carro modelo Edsel. Parece o final de um sonho.



Frances (Frances)
1982– EUA - 140 min. – Colorido – DRAMA
Direção: GRAEME CLIFFORD. Roteiro: ERIC GREGEN, CHRISTOPHER DEVORE E NICHOLAS KAZAN Fotografia: LASZL KOVACS. Montagem: JOHN WRIGHT. Música: JOHN BARRY. Produção: JONATHAN SANGER, distribuído pela UNIVERSAL PICTURES.

Elenco: JESSICA LANGE (Frances Farmer), SAM SHEPARD (Harry York), KIM STANLEY (Lillian Farmer), JEFFREY DeMUNN (Clifford Odets ), JORDAN CHARNEY (Harold Clurman), BART BURNS (Ernest Farmer), JONATHAN BANKS (Hitchhiker), DONALD CRAIG (Ralph Edwards), DARRELL LARSON (Espião de Louella) e GERALD S. O´LOUGHLIN (Especialista em Lobotomia).



Cenas do filme:


Assista também:




Céu Azul

domingo, 31 de maio de 2009

CATHERINE ZETA-BOYLE


Com a derrota na final do Britain´s Got Talent, Susan Boyle acabou não abocanhando os 100.000 euros, mas provavelmente já tem seu nome na boca do povo – que a web o diga. Isso já foi suficiente para alguns rumores de que estaria sendo sondada por Hollywoood – não para ser uma estrela. O que estaria sendo alvo de ser levado à telona é sua trajetória de vida – uma escocesa da província de West Lothian, 48 anos, voluntária religiosa e nunca beijada. A possível interessada nessa empreitada é a atriz Catherine Zeta-Jones, também escocesa. Diz-se que mesmo James Cameron, de Titanic estaria interessado em um projeto semelhante. Tudo isso tem sido desmentido. Enquanto isso, resta-nos divertir com o que tem rolado de brincadeiras sobre a “nova estrela” Susan Boyle. Veja aqui Funny or Die .


Fonte: Folhaonline

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

NADA DE SURPRESAS NO OSCAR 2009

Nada de surpresas na 81ª. Cerimônia de entrega do Oscar. A única expectativa era de como seria o espetáculo. Em tempo de vacas magras, com o fantasma da recessão pairando sob o céu norte-americano, a festa não poderia ser tão majestosa – embora brega como sempre – como de costume. Tendo Hugh Jackman, o Wolverine, como apresentador, o galã mostrou ter timing para o seu novo papel, além de cantar e dançar. Os cenários estavam mais econômicos, os longos discursos deixaram de tomar conta de boa parte da festa e tudo transcorreu sem grandes inovações ou surpresas.

Na verdade houve uma inovação e uma surpresa. A inovação ficou por conta de que cada candidato a melhor ator e atriz - principal e coadjuvante - teve um padrinho ou madrinha (na verdade, vencedores do prêmio em anos anteriores). E a surpresa foi “Valsa com Bashir”, representante israelense, não ter ganhado o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro. A Academia o havia colocado nesta categoria, para não sofrer a concorrência direta da barbada da noite, prêmio de Melhor Animação para Wall-E. Mas a estratégia não deu certo. Ganhou o filme japonês "Okuribito".

O melhor prêmio da noite ficou por conta de Penélope Cruz que foi a melhor do ano, realmente no woodyalleniano esnobado “Vicky Cristina Barcelona”. Como Melhor Ator Coadjuvante, Heath Ledger tornou-se o segundo detentor de prêmio póstumo da Academia. O outro foi dado a Peter Finch, na categoria principal, em “Rede de Intrigas” (1976). Discurso emocionado da família - pai, mãe e irmã.

Kate Winslett, finalmente, precisou de seis indicações para ser reconhecida pela Academia. Ela me fez lembrar de Geraldine Page - recordista de indicações sem premiação – que foi agraciada na oitava vez em que foi à cerimônia, por “Regresso para Bountiful” (1985).

Os votantes não quiseram ousar demais agraciando Mickey Rourke. Assim, o prêmio de Melhor Ator foi para Sean Penn, que outrora já havia sido um outsider (quem não se lembra quando espancou a Madonna?) e que agora se transformou em bom moço, caindo nas graças dos colegas de profissão.O ator aproveitou o momento até para elogiar Barack Obama.

“Quem Quer Ser um Milionário?” ganhou oito prêmios –das dez indicações – e foi o grande vencedor da noite. ”O Estranho Caso de Benjamin Button”, com doze indicações, ficou apenas com os prêmios técnicos- maquiagem, efeitos visuais e direção de arte.

Em tempo, a melhor cena da noite: enquanto Jennifer Aniston chamava os indicados, o cinegrafista cortou em close para Angelina Jolie, que ria das piadas da ex-rival. Maldade. Segue a lista dos vencedores:


Melhor Filme
• O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button)
• Frost/Nixon (Frost/Nixon)
• Milk - A Voz da Igualdade (Milk)
• O Leitor (The Reader)
• Quem Quer Ser um Milionário? (Slumdog Millionaire)



Melhor Diretor
• Danny Boyle - Quem Quer Ser um Milionário? (Slumdog Millionaire)
• Stephen Daldry - O Leitor (The Reader)
• David Fincher - O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button, EUA, 2008)
• Ron Howard - Frost/Nixon (Frost/Nixon)
• Gus Van Sant - Milk - A Voz da Igualdade (Milk)


Melhor Ator
• Richard Jenkins - O Visitante (The Visitor)
• Frank Langella - Frost/Nixon (Frost/Nixon)
• Sean Penn - Milk - A Voz da Igualdade (Milk)
• Brad Pitt - O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button)
• Mickey Rourke - O Lutador (The Wrestler)


Melhor Atriz
• Anne Hathaway - O Casamento de Rachel (Rachel Getting Married)
• Angelina Jolie - A Troca (Changeling)
• Melissa Leo - Rio Congelado (Frozen River)
• Meryl Streep - Dúvida (Doubt)
• Kate Winslet - O Leitor (The Reader)


Melhor Ator Coadjuvante
• Josh Brolin - Milk - A Voz da Igualdade (Milk)
• Robert Downey Jr. - Trovão Tropical (Tropic Thunder)
• Philip Seymour Hoffman - Dúvida (Doubt)
• Heath Ledger - Batman - O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight)
• Michael Shannon - Foi Apenas um Sonho (Revolutionary Road)


Melhor Atriz Coadjuvante
• Amy Adams - Dúvida (Doubt)
• Penélope Cruz - Vicky Cristina Barcelona (Vicky Cristina Barcelona)
• Viola Davis - Dúvida (Doubt)
• Taraji P. Henson - O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button)
• Marisa Tomei - O Lutador (The Wrestler)


Melhor Filme Estrangeiro
• Der Baader Meinhof Komplex - Alemanha
• Entre os Muros da Escola - França
• Revanche - Áustria
• Okuribito - Japão
• Valsa com Bashir - Israel


Melhor Canção
• Quem Quer Ser um Milionário? (Slumdog Millionaire): A.R. Rahman, Gulzar - "Jai Ho"
• Quem Quer Ser um Milionário? (Slumdog Millionaire): A.R. Rahman, Maya Arulpragasam - "O Saya"
• WALL•E (WALL-E): Peter Gabriel, Thomas Newman - "Down to Earth"


Melhor Trilha Sonora
• O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button): Alexandre Desplat
• Defiance (Defiance): James Newton Howard
• Milk - A Voz da Igualdade (Milk): Danny Elfman
• Quem Quer Ser um Milionário? (Slumdog Millionaire): A.R. Rahman
• WALL•E (WALL-E): Thomas Newman


Melhor Edição
• O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button, EUA, 2008): Angus Wall, Kirk Baxter
• Batman - O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight): Lee Smith
• Frost/Nixon (Frost/Nixon): Daniel P. Hanley, Mike Hill
• Milk - A Voz da Igualdade (Milk): Elliot Graham
• Quem Quer Ser um Milionário? (Slumdog Millionaire): Chris Dickens


Melhor Som
• O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button): David Parker, Michael Semanick, Ren Klyce, Mark Weingarten
• Batman - O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight): Ed Novick, Lora Hirschberg, Gary Rizzo
• Quem Quer Ser um Milionário? (Slumdog Millionaire): Ian Tapp, Richard Pryke, Resul Pookutty
• WALL•E (WALL-E): Tom Myers, Michael Semanick, Ben Burtt
• Procurado (Wanted): Chris Jenkins, Frank A. Montaño, Petr Forejt


Melhor Edição de Som
• Batman - O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight): Richard King
• Homem de Ferro (Iron Man): Frank E. Eulner, Christopher Boyes
• Quem Quer Ser um Milionário? (Slumdog Millionaire): Tom Sayers
• WALL•E (WALL-E): Ben Burtt, Matthew Wood
• Procurado (Wanted): Wylie Stateman


Melhores Efeitos Visuais
• O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button): Eric Barba, Steve Preeg, Burt Dalton, Craig Barron
• Batman - O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight): Nick Davis, Chris Corbould, Timothy Webber, Paul J. Franklin
• Homem de Ferro (Iron Man): John Nelson, Ben Snow, Daniel Sudick, Shane Mahan


Melhor Curta-Metragem Documentário
• The Conscience of Nhem En (The Conscience of Nhem En)
• The Final Inch (The Final Inch)
• Smile Pinki (Smile Pinki)
• The Witness from the Balcony of Room 306 (The Witness from the Balcony of Room 306)


Melhor Documentário
• The Betrayal - Nerakhoon (The Betrayal - Nerakhoon)
• Encounters at the End of the World (Encounters at the End of the World)
• The Garden (The Garden)
• Man on Wire (Man on Wire)
• As Águas de Katrina (Trouble the Water)


Melhor Curta-Metragem
• Auf der Strecke (Auf der Strecke)
• Manon sur le bitume (Manon sur le bitume)
• New Boy (New Boy)
• Grisen (Grisen)
• Spielzeugland (Toyland)


Melhor Fotografia
• A Troca (Changeling): Tom Stern
• O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button): Claudio Miranda
• Batman - O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight): Wally Pfister
• O Leitor (The Reader): Roger Deakins, Chris Menges
• Quem Quer Ser um Milionário? (Slumdog Millionaire): Anthony Dod Mantle


Melhor Maquiagem
• O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button): Greg Cannom
• Batman - O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight): John Caglione Jr., Conor O'Sullivan
• Hellboy II - O Exército Dourado (Hellboy 2: The Golden Army): Mike Elizalde, Thomas Floutz


Melhor Figurino
• Austrália (Australia): Catherine Martin
• O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button): Jacqueline West
• A Duquesa (The Duchess): Michael O'Connor
• Milk - A Voz da Igualdade (Milk): Danny Glicker
• Foi Apenas um Sonho (Revolutionary Road): Albert Wolsky


Melhor Direção de Arte
• A Troca (Changeling): James J. Murakami, Gary Fettis
• O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button): Donald Graham Burt, Victor J. Zolfo
• Batman - O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight): Nathan Crowley, Peter Lando
• A Duquesa (The Duchess): Michael Carlin, Rebecca Alleway
• Foi Apenas um Sonho (Revolutionary Road): Kristi Zea, Debra Schutt


Melhor Curta-Metragem de Animação
• A Casa de Pequenos Cubos (La maison en petits cubes)
• Lavatory Lovestory (Ubornaya istoriya - lyubovnaya istoriya)
• Oktapodi (Oktapodi)
• Presto (Presto)
• This Way Up (This Way Up)


Melhor Animação
• Bolt Supercão (Bolt)
• Kung Fu Panda (Kung Fu Panda)
• WALL•E (WALL-E)


Melhor Roteiro Adaptado
• O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button): Eric Roth, Robin Swicord
• Dúvida (Doubt): John Patrick Shanley
• Frost/Nixon (Frost/Nixon): Peter Morgan
• O Leitor (The Reader): David Hare
• Quem Quer Ser um Milionário? (Slumdog Millionaire): Simon Beaufoy


Melhor Roteiro Original
• Rio Congelado (Frozen River): Courtney Hunt
• Simplesmente Feliz (Happy-Go-Luck): Mike Leigh
• Na Mira do Chefe (In Bruges): Martin McDonagh
• Milk - A Voz da Igualdade (Milk): Dustin Lance Black
• WALL•E (WALL-E): Andrew Stanton, Pete Docter, Jim Reardon