domingo, 31 de maio de 2009

SP GANHA CINE MARABÁ REMODELADO



A cidade de São Paulo recebeu um presente ontem. Foi reinaugurado o Cine Marabá. O antigo cinema da década de 40 era tombado pelo patrimônio histórico nos anos 90 e foi remodelado, mantendo-se a fachada e o hall de entrada. A mudanã maior deu-se na transformação de uma sala única de 1655 lugares para 5 salas, multiplex – a maior, com 430 lugares. A iniciativa foi da PlayArte. O projeto ficou a cargo de Ruy Ohtake e o restauro de Samuel Kruchin. A reforma ficou a um custo superior de R$ 8 milhões. A cidade merece e os paulistanos agradecem. Vamos aguardar que, em sendo sucesso essa empreitada, outros projeto semelhantes sigam em frente e revitalizem nossa antiga Cinelândia. É o caso dos antigos cines Paissandu, Ipiranga, Marrocos, Art Palácio e Dom José. Veja mais em Cine Marabá .

A SAGA CONTINUA: TRAILER DE "LUA NOVA"


Com o sucesso de Crepúsculo (2009), a galera está aguardando com ansiedade o mais novo capítulo da saga – Lua Nova (The Twilight Saga: New Moon). A estréia no Brasil está prevista para ocorrer em Novembro deste ano. Para os fãs, fica aqui o trailer do filme.

CATHERINE ZETA-BOYLE


Com a derrota na final do Britain´s Got Talent, Susan Boyle acabou não abocanhando os 100.000 euros, mas provavelmente já tem seu nome na boca do povo – que a web o diga. Isso já foi suficiente para alguns rumores de que estaria sendo sondada por Hollywoood – não para ser uma estrela. O que estaria sendo alvo de ser levado à telona é sua trajetória de vida – uma escocesa da província de West Lothian, 48 anos, voluntária religiosa e nunca beijada. A possível interessada nessa empreitada é a atriz Catherine Zeta-Jones, também escocesa. Diz-se que mesmo James Cameron, de Titanic estaria interessado em um projeto semelhante. Tudo isso tem sido desmentido. Enquanto isso, resta-nos divertir com o que tem rolado de brincadeiras sobre a “nova estrela” Susan Boyle. Veja aqui Funny or Die .


Fonte: Folhaonline

segunda-feira, 25 de maio de 2009

X-MEN ORIGENS: WOLVERINE

“Você não é um animal, Logan".


O bravo e sarcástico Wolverine agora surge no episódio “ X-Men Origens: Wolverine”, de forma a explicar seu passado e porque o cara é intrigante e incomum. Em determinada cena, ele se diz canadense. Com isso, não fica muito clara sua participação na Guerra Civil Americana, assim como também o fato dele parecer um inglês que passa o verão durante a infância em Indiana, nos Estados Unidos. Outro ponto é que, até então, não se sabia que Logan tinha um irmão. Victor Creed, melhor conhecido (não neste filme) como Dente-de-Sabre, o vilão que num dado momento era tido como o pai de Wolverine, é na verdade seu irmão. Ficamos sabendo isso, graças à confusa seqüência de abertura, na qual a troca de paternidade nos remete ao ano de 1845; entretanto, fica-se sem saber quando a tal troca teria ocorrido. Wolverine, ainda conhecido como James Logan, tem suas garras ainda feitas de osso e não de adamantium; abre a seqüência lutando numa série de batalhas (não em sua roupa de guerra), junto com Victor. Este, que tem suas unhas pontiagudas, é interpretado por Liev Schreiber.

Victor e James (tecnicamente, ele se torna Wolverine somente após os implantes de adamantium) são companheiros, depois inimigos mortais, e novamente amigos. Após a derrota na Guerra do Vietnã, James aposenta-se para as montanhas canadenses, onde ouve de sua namorada, Kayla (Lynn Collins), uma lenda que inspira seu nome. Antes disso, porém, alguns de seus ex- companheiros mutantes morrem - que, infelizmente, coincidência ou não – lembra o atual, e já esquecido, “Watchmen” (2009).

“Wolverine” é mais curto e menos pretensioso do que “Watchmen” (2009) mas tão esquecível quanto aquele, com um roteiro cheio de pontas, algumas inconsistências. Vingança é o motivo principal do filme e, como boa ferramenta, há uma conspiração militar/científica do governo chefiada pelo malvado Stryker (Danny Huston, de longe o melhor do filme).

A série de personagens secundários desfilam pelas cenas, a maior parte mutantes com poderes variados e de questionáveis chances de sucesso para a franquia Marvel. Ryan Reynolds, Taylor Kitsch e Will.i.am exibem-se e fazem o que podem, mas infelizmente não são capazes de compensar as ausências de, por exemplo, Halle Berry, Anna Paquin ou Ian Mckellen.

Acho que “X-Men Origens: Wolverine” vem tentar angariar alguns milhões de dólares, no embalo dos episódios anteriores, mas é a última evidência de que o superherói está sofrendo de uma séria e cansativa falta de imaginação. A reviravolta final, que dá ao pobre Wolverine um caso de amnésia – transformando-o num tipo de Jason Bourne com ferimentos — é uma admissão virtual de que nada terrivelmente interessante se aprendeu sobre o personagem. Ele esquece sua origem antes que o filme dedicado a tratar do assunto tenha terminado.



X-Men Origens: Wolverine (X-Men Origins: Wolverine)
2009 – EUA - 107 min. – Colorido – AÇÃO
Direção: GAVIN HOOD. Roteiro: DAVID BENIOFF E SKIP WOODS. Fotografia: DONALD M. McALPINE. Montagem: NICOLAS DE TOTH E MEGAN GILL. Música: HARRY GREGSON-WILLIAMS. Produção: LAUREN SHULER DONNER, RALPH WINTER, HUGH JACKMAN E JJOHN PALERMO, distribuído pela 20th CENTURY FOX.

Elenco:
HUGH JACKMAN(Logan/Wolverine), LIVE SCHREIBER (Victor Creed), DANNY HUSTON (Stryker), WILL.I.AM (John Wraith), LYNN COLLINS (Kayla Silverfox), KEVIN DURAND (Fred Dukes), DOMINIC MONAGHAN (Bradley), TAYLOR KITSCH (Remy LeBeau), DANIEL HENNEY (Agente Zero) e RYAN REYNOLDS (Wade Wilson)



Cenas do filme:


Assista também:




X-Men

domingo, 24 de maio de 2009

CRÍTICOS PREMIAM AUSTRÍACO EM CANNES


Os críticos de cinema do festival de Cannes já lhe tinham atribuído o favoritismo, mas agora é mesmo oficial. A Federação Internacional de Críticos de Cinema (FIPRESCI), distinguiu o filme «Das Weisse Band», do austríaco Michael Haneke, como o melhor filme em competição. A cerimonia de entrega dos prêmios realizou-se neste sábado, dia 23. O longa-metragem, que analisa as origens do totalitarismo alemão, faturou o troféu da Fipresci como o melhor entre os 20 em competição no prestigiado festival. O anúncio dos ganhadores da Palma de Ouro (principal troféu da mostra) aconteceu neste domingo e o prêmio da crítica internacional para "Das Weisse Band" foi um bom termômetro para as apostas do grande vencedor. Aliás, Haneke também faturou a Palma de Ouro. Veja em Terra .

NASCIDO PARA MATAR

“O morto sabe somente uma coisa: É melhor estar vivo”.


O narrador do ultimo filme de Stanley Kubrick, "Nascido Para Matar", é um homem dividido. Ele é a própria dualidade em pessoa. Membro do corpo de fuzileiros navais, em preparação para a guerra do Vietnã, seu apelido, ou melhor, nome de guerra, é Joker. No peito, este observador cínico leva o símbolo hippie da paz; no capacete, a expressão Born to Kill (Nascido Para Matar). É através de seus olhos que teremos uma visão crua da guerra do Vietnã - visão esta que se aproxima mais do delírio de “Apocalypse Now” (79), de Francis Ford Coppola, do que da obviedade de “Platoon” (86), de Oliver Stone. Assim como a personalidade de seu personagem principal, também, o filme de Kubrick, se divide em duas partes. A primeira, simplesmente fantástica, mostra a preparação dos jovens fuzileiros na ilha de Parris, sob o comando do obsessivo sargento Hartman. O ritmo dos cerca de quarenta e cinco minutos iniciais é implacável. Em marcha batida, quase seguindo o compasso dos diversos hinos reacionários cantados por Hartman, Kubrick mostra, de forma hiper-realista, ao espectador, como funciona, na prática, o discurso fascistóide da caserna. A crítica aqui transcende os limites da guerra do Vietnã e atinge em cheio o militarismo e a irracionalidade das forças armadas que lutam por interesses extra patrióticos.

Hartman fala sem parar (a interpretação de Lee Ermey, ex-sargento dos marines, na vida real, é surpreendente). Suas palavras articulam de forma impressionante sexo e ideologia. "Deus tem tesão pelos fuzileiros", esbraveja em certo momento; "Cuidem de suas armas como cuidam desta coisa que carregam no meio das pernas", vocifera em outro. A princípio, o espectador ri do absurdo das frases de Hartman e, principalmente, do seu relacionamento com o soldado Pyle (também interpretado de forma magnífica por Vincent D'Onofrio). Pouco a pouco, no entanto, desenham-se as linhas de uma relação perversa entre Pyle - um bobalhão que não consegue acompanhar o dinamismo dos companheiros - e Hartman. Misto de carência e repulsão, o relacionamento entre os dois resultará numa trágica explosão de miolos.

Tudo se inicia com o tratamento repugnante que Hartman dispensa a Pyle. Tratando-o feito um idiota, o sargento obriga-o a passar pelas maiores humilhações possíveis frente aos demais recrutas, como, por exemplo, marchar com as calças arriadas e chupando o dedo. Imprestável para serviços que requisitam vigor físico, Pyle revela-se, contudo um exímio atirador. Sua mira é invejável. Atento às lições do sargento, Pyle vai lentamente se transfigurando.

Perde o ar bobo e assume a face doentia de um demente. "O instinto assassino precisa ser excitado", ensina Hartman, citando em seguida o exemplo de alunos "exemplares" do corpo de fuzileiros navais: Lee Oswald, responsável pela morte do Presidente norte-americano John F. Kennedy, e Charles Whitman, que, do alto de uma torre, atingiu mortalmente 12 pessoas, entre jovens, velhos e crianças. A primeira parte fecha-se com a resultante trágica do prolongamento da loucura de Pyle. Crime e castigo.

Após o trágico desfecho da parte um, o filme dá, ao mesmo tempo, um salto e uma queda. Salto, porque sai da ilha de Parris, direto, sem escalas, para o Vietnã. Queda, porque a narrativa perde o ritmo frenético inicial e adquire um tom de relato jornalístico - cansativo e inoportuno. Assim, se a primeira parte, repleta de seqüências filmadas em interiores, lembra “ O Exército Inútil” (83), de Robert Altman, a segunda, aproximando-se de uma forma excessivamente formal de narrativa, remete-nos a “Os Gritos do Silêncio”(84), de Roland Joffé.

Enquanto na primeira parte o cineasta deixa sua imaginação f1uir, transformando a ilha de Parris num asilo de loucos, na segunda, tropeça ao querer mostrar-nos detalhadamente a difícil vida de um correspondente de guerra (Joker), comprometido com a desinformação - em determinado instante, por exemplo, ele é obrigado, pelo próprio chefe, a modificar as palavras "caça e destruição", aplicadas a missões militares, por "busca e esclarecimento" - mais convenientes à orientação do Departamento de Imprensa e Informação para o qual trabalha.

A queda, no entanto, não chega a abalar de forma desastrosa a organicidade de Full Metal Jacket (expressão que significa "pente carregado de balas"). Há, ainda, momentos de grande impacto. Na seqüência que antecede ao final (uma atiradora vietnamita vai aos poucos matando vários soldados norte-americanos), Kubrick cita um fato verídico, referente a um batalhão de fuzileiros que demorou uma semana para derrubar um foco de resistência vietnamita, formado por (pasmem) dois atiradores.

Li que na cena há longos planos rodados como auxílio de uma câmara steadycam. Com certeza, por isso, criou-se um efeito mais brutal para aquilo que era filmado. Contudo, o primor mesmo fica por conta da última seqüência, talvez a imagem que melhor defina o nível de alienação dos jovens que combateram no Vietnã. Mestre em criar contrapontos audiovisuais, Kubrick encerra “Nascido Para Matar” mostrando os fuzileiros marchando sob ruínas vietnamitas ao som da música do Clube do Mickey Mouse. Essa é uma imagem que com certeza jamais esqueceremos. Genial.



"Nascido Para Matar" (Full Metal Jacket)
1987 - EUA - 116 min. – Colorido – GUERRA
Direção: STANLEY KUBRICK. Roteiro: STANLEY KUBRICK, MICHAEL HERR E GUSTAV HASFORD, baseado na obra “The Short Times”, de GUSTAV HASFORD. Fotografia: DOUGLAS MILSOME. Montagem: MARTIN HUNTER. Música: ABIGAIL MEAD. Produção: JAN HARLAN, distribuído pela WARNER BROS.

Elenco: MATTHEW MODINE (Joker) ADAM BALDWIN (Animal Mother), VINCENT D´ONOFRIO (Pyle), LEE ERMEY (Hartman), DORIAN HAREWOOD (Mimi), KEVYN MAJOR HOWARD (MacCaulay), ARLISS HOWARD (Eightball), ED O´ROSS (Rafterman), JOHN TERRY (Lockhart), KIERON JECCHINIS (Crazy Earl), KIRK TAYLOR (Payback), TIM COLCERI (Doorgunner), JOHN STAFFORD (Doc Jay) e BRUCE BOA (Poge Colonel).



Cenas do Filme:


Do mesmo diretor:



Barry Lyndon

sábado, 23 de maio de 2009

TODOS COMOVIDOS COM FARRAH FAWCETT


O estado de saúde da ex-Pantera Farrah Fawcett, 62, parece ter se agravado nos últimos dias. Fawcett foi diagnosticada com câncer retal há dois anos e meio. A doença teria se espalhado e atingido o fígado. Atualmente, a atriz passa os dias "deitada na cama", segundo o ator Ryan O'Neal, 68, que foi casado com ela por 17 anos. O ator Ryan O'Neal afirmou que não sabe como viverá sem Farrah Farrah. Em entrevista à revista "People", O'Neal afirmou que não saberá viver sem a atriz e que se apaixonou novamente por ela desde o diagnóstico. "Não sei como lidar com isso. Não sei o que vou fazer sem ela", disse O'Neal, às lágrimas.Ainda de acordo com o ator, os famosos cachos dourados de Fawcett caíram. "O cabelo caiu. Está guardado em casa. Ela não se importou." Ela recebe visitas de alguns amigos íntimos, como suas companheiras da série "As Panteras", da década de 70, Jaclyn Smith e Kate Jackson. O filho do casal Redmond, 25, que está preso por ter violado os termos de sua liberdade condicional, voltando a consumir drogas, teve a permissão de visitar a mãe por três horas para dar o adeus definitivo. Ryan também tem um histórico de problemas com drogas e chegou a ser preso com o filho. "Farrah não sabe que Redmond está com problemas. E está assustado pela sua mãe", contou O'Neal. A descoberta do câncer e o tratamento da doença de Fawcett estão foram mostrados em um documentário de duas horas que foi ao ar no dia 15 de maio, no canal NBC, nos Estados Unidos. Confira um trecho dessa reportagem em Farrah´s Story.