Mostrando postagens com marcador 1983. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 1983. Mostrar todas as postagens

sábado, 1 de novembro de 2008

PÉROLAS NEGRAS DE HOLLYWOOD

Desde o início da história da premiação do Oscar poucos artistas negros(as) foram premiados, em relação ao número total dos agraciados. Entretanto, aqueles (as) que receberam a tão cobiçada estatueta - justamente ou injustamente - fazem parte de um grupo seleto de pessoas cujos nomes estarão cravados de forma definitiva em Hollywood. Segue uma homenagem àqueles (as) que tiveram seus minutos de alegria - desde a inesquecível Hattie McDaniel (de "...E o Vento Levou") até o poderoso Forest Whitaker (de "O Último Rei da Escócia"). Ei-los (as):



1939
Hattie McDaniel em “... E o Vento Levou”, pelo papel da inesquecível babá Mammy de Scarlett O´Hara (Vivien Leigh). Hattie foi a primeira negra a ser indicada ao Oscar como Melhor Atriz Coadjuvante; também, foi a primeira atriz negra a ganhar o prêmio nessa categoria, além da mais velha a ganhar um Oscar da Academia (aos 44 anos); finalmente, a primeira artista negra (homem ou mulher) a ganhar um Oscar.


1946
James Baskett, Oscar Honorário, por sua “calorosa caracterização do Tio Remus, amigo e contador de histórias para crianças do mundo”, no filme “Canção do Sul”, de Walt Disney. O prêmio foi entregue na cerimônia de 1948.





1963
Sidney Poitier, em “Uma Voz nas Sombras”, pelo papel de Homer Smith. Foi o primeiro negro a ganhar o Oscar na categoria de Melhor Ator Principal, bem como o mais jovem a ganhar como ator nessa categoria (aos 37 anos).





1971
Isaac Hayes, Melhor Música Original pelo “Tema de Shaft”, do filme “Shaft”. Foi o primeiro negro a ganhar o prêmio na categoria de Melhor Canção Original.







1982
Louis Gossett, Jr, em “A Força do Destino”, no papel do Sargento Emil Foley. Foi o primeiro negro a ganhar o Oscar na categoria de Melhor Ator Coadjuvante.







1983
Irene Cara, Melhor Canção Original “What a Feeling”, do filme "Flashdance". Foi a segunda artista negra a ganhar o prêmio de Melhor Canção Original; a primeira (e única) a ganhar um Oscar fora da categoria de atriz. Irene Cara foi responsável somente pela letra da canção. A indicação foi conjunta com Giorgio Moroder e o co-letrista Keith Forsey.



1984
Prince, Melhor Música, Melhor Trilha Sonora Original, do filme “Purple Rain”. Foi o primeiro (e único) artista negro a ganhar o prêmio nesta categoria (cantada), que atualmente não mais existe. Hoje essa categoria é Melhor Trilha Original, que engloba trilha instrumental e cantada.




1984
Stevie Wonder, Melhor Canção Original "I Just Called to Say I Loved You", do filme “A Dama de Vermelho”. Foi o segundo artista negro a ganhar o prêmio na categoria Melhor Canção Original






1985
Lionel Richie, Melhor Canção Original "Say You, Say Me”, do filme “O Sol da Meia-Noite”. Foi o terceiro artista negro ganhar o prêmio como Melhor Canção Original







1986
Herbie Hancock, Melhor Trilha Sonora Original, do filme “Por Volta da Meia-Noite”. O primeiro (e único) artista negro a ganhar o prêmio na categoria Melhor Trilha Original.







1988
Willie D. Burton, Melhor Som por "Bird", dividido com Les Fresholtz, Rick Alexander e Vern Poore. Foi o primeiro negro a ganhar o prêmio na categoria Melhor Som.

1989
Russel Williams II, Melhor Som por “Tempos de Glória”, dividido com Donald O. Mitchell, Gregg Rudloff, e Elliot Tyson. Foi o segundo negro a ganhar o prêmio de Melhor Som.

1989
Denzel Washington, em “Tempos de Glória”, como Trip. Foi o segundo negro a ganhar o prêmio na categoria de Melhor Ator Coadjuvante; também, o primeiro ator negro a receber duas indicações nessa categoria.






1990
Whoopi Goldberg, em “Ghost, do Outro Lado da Vida”, como Oda Mae Brown, a hilária tranbiqueira. Foi a segunda negra a ganhar o Oscar na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante, bem como a primeira a receber duas indicações como atriz no geral.





1990
Russel Williams II, Melhor Som por “Dança com Lobos”, dividido com Jeffrey Perkins, Bill W. Benton e Gregory H. Watkins. Foi o terceiro negro a ganhar o prêmio de Melhor Som e o primeiro a ganhá-lo por duas vezes.






1995
Quincy Jones, Prêmio Humanitário Jean Hersholt.









1996
Cuba Gooding, Jr., em Jerry Maguire”, como Rod Tidwell. O terceiro negro a ganhar o Oscar na categoria de Melhor Ator Coadjuvante; também, o mais jovem ator negro a ganhar o prêmio da Academia (aos 29 anos).





2001
Denzel Washington, em “Dia de Treinamento”, como Alonzo Harris. O primeiro negro a receber cinco indicações como ator no geral; também, foi o primeiro a receber três indicações ao prêmio, na categoria Melhor Ator Coadjuvante; o segundo negro a ganhar um Oscar na categoria Melhor Ator Principal; foi neste ano, pela primeira vez, que diversos atores receberam indicação ao prêmio na categoria de Melhor Ator Principal; finalmente, foi o mais velho ator negro a ganhar o prêmio na categoria Melhor Ator Principal (aos 47 anos).


2001
Halle Berry, em “A Última Ceia”, como Leticia Musgrove. Foi a primeira (e única) negra a ganhar o prêmio na categoria Melhor Atriz Principal.







2002
Sidney Poitier, Prêmio por Reconhecimento da Obra, “pelas atuações extraordinárias e presença única na tela e por representar a indústria com dignidade, estilo e inteligência”. O prêmio foi entregue na cerimônia de 2002.





2004
Jamie Foxx, em “Ray”, no papel do cantor Ray Charles. Foi o terceiro negro a ganhar o prêmio na categoria Melhor Ator Principal; foi o primeiro ator a receber duas indicações de melhor performance no mesmo ano.






2004
Morgan Freeman, em “A Menina de Ouro”, como Eddie 'Scrap-Iron' Dupris. Foi o quarto negro a ganhar o prêmio na categoria de Melhor Ator Coadjuvante; o mais velho negro a ganhar um prêmio da Academia (aos 67 anos); o segundo negro a receber duas indicações na categoria Melhor Ator Coadjuvante.



2005
Jordan Houston, Cedric Coleman, Paul Beauregard (Houston e Beauregard são do grupo musical Three 6 Mafia), pela canção “It is hard out here for a Pimp", do filme “Ritmo de Um Sonho”.


2006
Forest Whitaker, em “ O Último Rei da Escócia”, como o ditador Idi Amin Dada. Foi o quarto negro a ganhar o prêmio na categoria de Melhor Ator Principal.







2006
Jennifer Hudson, em “Dreamgirls - Em Busca de Um Sonho”, como Effie White. Foi a terceira negra a ganhar o prêmio na categoria Melhor Atriz Coadjuvante; a primeira (e única) negra a ganhar um prêmio da Academia em seu filme de estréia; foi a mais jovem negra a ganhar um prêmio da Academia (aos 25 anos); a primeira participante de um reality show de TV a vencer um premio da Academia; o primeiro (e único) filme a ter indicados negros tanto na categoria de Melhor Ator Principal como Melhor Atriz Coadjuvante.


2006
Russel Williams II, Melhor Som por “Dreamgirls”, dividido com Michael Minkler e Bob Beemer. O primeiro negro a ser indicado e a ganhar na recém renomeada categoria de Melhor Mixagem de Som”.

Fonte: Diversos

domingo, 4 de maio de 2008

CARRUAGENS DE FOGO

“Acredito que Deus me criou com um objetivo determinado, mas também fez-me rápido.”


Durante a cerimonia de Oscar do ano de 1981, o tema musical composto por Vangelis para o filme “Carruagens de Fogo” tocou quatro vezes: com a entrega do prêmio de melhor filme, melhor roteiro, melhor vestuário e melhor trilha sonora. “Carruagens de Fogo” foi o primeiro longa do diretor Hugh Hudson, com um êxito somente igualável em seu filme posterior, Greystoke, a Lenda de Tarzã (1984). Em termos artísticos, o filme foi também louvável, já que o diretor conseguiu reproduzir em imagens quase míticas a força do espírito de uma competição esportiva clássica, a qual a moderna indústria do esporte parece ter deixado pra trás. A história que conta Hugh Hudson nos remete a 1924, quando dois atletas de nacionalidade britânica conseguiram nos Jogos Olímpicos de Paris as medalhas dos 100 e dos 400 metros.

Harold M. Abrahams (Ben Cross) é um inglês de origem judaica, que estuda Direito em Cambridge, logo após o término da Primeira Grande Guerra Mundial. Eric Liddell (Ian Charleson) é um escocês cristão, que algum dia ocupará a função em uma missão que seu pai conduz na China. Ambos sentem um obsessão por correr, que tem suas origens em razões pessoais. Abrahams quer chegar a ser o melhor porque somente na cabeça do grupo ele se sente plenamente integrado à sociedade inglesa. Como estudante em Cambridge, já pertence à elite, mas como filho de um emigrante judeu da Lituânia, vê-se obrigado a enfrentar muitos preconceitos.

Para o profundamente devoto Liddell, correr é uma espécie de ato religioso, uma forma de agradar a Deus: “Quando estou correndo, sinto que o Senhor se sente satisfeito”. Essa associação entre esporte e religião tem suas raízes na concepção vitoriana de um cristianismo de força física. Entre dois homens tão opostos não há como surgir, no mínimo, uma relação de intensa competitividade – o clássico estereótipo dos filmes que tem o esporte como tema central. Ao contrário, em “Carruagens de Fogo” logo se mostra evidente que o ponto forte não reside na rivalidade entre os dois personagens, mas sim na paixão compartilhada por correr.

O filme começa traçando um paralelo entre os dois heróis. Ambos preparam-se intensamente para os Jogos Olímpicos e também decepcionam as pessoas mais próximas a eles: Abrahams descuida de sua noiva Sybil (Alice Krige) e Liddell decepciona sua irmã Jennie (Cheryl Campbell), a quem prometeu ocupar a missão na China (um dever que faz alusão continuamente). Mas surgem mais dificuldades. Abrahams contrata um personal trainer (Ian Holm), que nem sequer é inglês e tem uma séria disputa com as autoridades universitárias. Por outro lado, Liddell, cuja religião lhe proíbe competir aos domingos, já estava a caminho da França quando decide não participar da competição, que ocorrerá naquele dia. O assunto vira contenda até com o Príncipe de Gales. No último momento, um colega da equipe britânica cede seu lugar em uma corrida programada para outro dia, em favor de Liddell.

Para ambos os protagonistas, a vitória nos Jogos Olímpicos é a coroação de uma longa caminhada de amadurecimento pessoal. Abrahams está feliz em poder desfrutar de uma relação convencional e de uma vida discreta e burguesa. Liddell pode aceitar, por fim, a herança de seu pai: a missão na China. Mas como ocorre no primeiro filme de Sylvester Stallone, Rocky (1975), ambos haviam conseguido muito antes suas vitórias mais importantes - Liddell, ao permanecer fiel a suas convicções; Abrahams, ao dar o melhor de si mesmo.

Além de ser uma história excepcionalmente contada, o filme está coberto por uma aura especial na representação das corridas. O nervosismo silencioso antes do início, as inúmeras repetições em câmera lenta, os primeiros planos dos rostos dos atletas e, em grande parte, também, a música eletrônica de Vangelis, fazem com que as cenas de corrida sobressaiam-se do resto da trama e consigam transmitir a tensão interna dos atletas. E, é precisamente essa visão na vida interior dos personagens, que nos conduz a outro nível de consciência: a da idéia de uma Inglaterra como uma grande potência, unida e integradora. Por isso, soa o hino nacional na vitória de Abrahams e o Príncipe de Gales felicita pessoalmente Liddell.

Nenhum dos dois personagens é tipicamente britânico. Abrahams é fruto da segunda geração de uma família de emigrantes judeus e Liddell é um escocês nascido na China. Ambos provêem dos mais remotos continentes do “Império”, mas são aceitos no coração deste, graças a seus triunfos esportivos. Não obstante, ainda que ambos compitam em nome da Inglaterra, nenhum o faz por motivos patrióticos. Tanto para o judeu Abrahams, como para o cristão Liddell, correr é uma crença pessoal e sua motivação provém da própria necessidade de buscar a verdade e o auto-conhecimento. Por essa razão, quem sabe, o filme começa e termina com uma imagem de inocência: jovens vestidos de branco correm sobre as ondas que quebram na praia.



Carruagens de Fogo (Chariots of Fire)
1981 – INGLATERRA - 123 min. – Colorido – DRAMA
Direção: HUGH HUDSON. Roteiro: COLIN WELLAND. Fotografia: DAVID WATKIN. Montagem: TERRY RAWLINGS. Música: VANGELIS. Produção: DAVID PUTTNAM, para ALLIED STARS, WARNER BROS. E ENIGMA PRODUCTIONS.

Elenco: BEN CROSS (Harold Abrahams) IAN CHARLESON (Eric Liddell), NIGEL HAVERS (Lord Andrew Lindsay), NICK FARREL (Aubrey Montague), DANIEL GERROLL (Henry Stallard), CHERYL CAMPBELL (Jennie Liddell), ALICE KRIGE (Sybil Gordon), sir JOHN GIELGUD (diretor do “Trinity”), LINDSAY ANDERSON (diretor do “Caius”) e IAN HOLM (Sam).

Prêmios:
Oscars de Melhor Filme (David Puttnam), Melhor Roteiro (Colin Welland), Melhor Vestuário (Milena Canonero) e Melhor Trilha Musical (Vangelis) /1981.

Trailer Original:


Assista também:




Greystoke

sábado, 3 de maio de 2008

O CASO OSTERMAN

“Mate-me, Max, e finja que está matando seus medos.”


Maxwell Danforth (Burt Lancaster) está horrorizado pelo conteúdo da fita de vídeo que acaba de assistir. Tudo acontece dentro de um quarto de hotel. Sobre a cama, há uma mulher nua. De imediato, dois homens a assassinam e desaparecem da tela tão rapidamente quanto apareceram. Mas, a vítima não estava sózinha. O filme mostra um homem saindo do banheiro e descobre o corpo. Totalmente desesperado, rompe-se a chorar junto à mulher. Danforth é o chefe do serviço secreto americano e a fita foi gravada por câmeras de vigilância da CIA. A mulher assassinada era a esposa de Lawrence Fassett (John Hurt), um de seus agentes. A CIA havia vigiado o quarto de Fassett sem que este suspeitasse e “permitido” à KGB que levasse o crime a cabo, para evitar maiores tensões entre os dois países.

Danforth incumbe Fassett da missão de acabar com a organização ÔMEGA – uma unidade especial infiltrada da KGB. Fassett colaborará com ele, junto com Tanner (Rutger Hauer) – o diretor e locutor de um polêmico programa de debate político. O jornalista não sabe que três de seus antigos amigos de faculdade são membros da ÔMEGA. Todos os anos, Tanner reúne-se com eles em sua casa de campo durante um fim de semana. O próximo encontro está prestes a acontecer. Tanner, a princípio, nega-se a acreditar na culpa de sues amigos, até que ele vê um vídeo que os incrimina.

Além disso, a fita não somente prova que são culpados de traição a seu país, mas também insinua que, tanto Tanner como sua família, estão ameaçados por seus supostos amigos. Apesar de tudo, o jornalista coloca como condição para colaborar com o chefe da CIA, que o mesmo participe em seu programa de TV, após o final de semana do encontro. Danforth concorda. Agora, Fassett pode instalar câmeras em todos os cômodos da casa de Tanner.

Sam Peckinpah já havia ganhado reputação em outros filmes como Meu Ódio Será Sua Herança (1969) ou Sob o Domínio do Medo(1971). Com "O Caso Osterman", Peckinpah voltou a um dos temas centrais de sua carreira: o aumento progressivo da violência em determinadas situações. Na casa de Tanner, a tensão entre os quatro amigos aumenta visivelmente. O que a principio pareciam inofensivas disputas de pólo aquático na piscina, mais tarde tornam-se brigas abertas. Suas esposas, que os acompanham no final de semana, fazem o possível para que as coisas fiquem calmas. Mas, também, elas tornam-se cada vez mais agressivas. Ao final, haverá um sério enfrentamento entre Tanner e sua esposa, Ali (Meg Foster).

O agente da CIA, Fassett, não perde o espetáculo e "move seus pauzinhos" à distância, a partir de um furgão de vigilância, de onde acompanha por radio tudo o que acontece na casa. Assim, consegue criar novos motivos de conflito. Somente quando parece que a situação fica insustentável e a tensão entre o grupo está a ponto de explodir, Fassett intervém com uma unidade da CIA, junto aos amigos de Tanner. Quando este e seu melhor amigo, Osterman (Craig T. Nelson), estão a ponto de matar-se, descobrem o terrível complô da CIA no qual estão prestes a cair.

No grande estilo de filmes de espionagem e suspense, característicos da década de 70, como os Três Dias do Condor(1975) e A Trama(1974), ambos realizados no contexto do escândalo Watergate (1972), “O Caso Osterman” mostra como as conspirações governamentais podem infiltrar-se no seio da sociedade, mas também na esfera individual de cada pessoa. A vida privada de Tanner transforma-se assim no cenário de intrigas políticas. Mas o filme de Peckinpah faz também uma dura crítica aos meios de comunicação.

“O Caso Osterman” retrata a televisão como um meio de manipulação, intriga e opressão. Percebemos que o vídeo de Fasset mostrado a Tanner para incriminar seus amigos fora forjado. Assim mesmo, a presença de Danforth no programa de Tanner, por detrás de um sangrento final de semana, revela o chefe da CIA como um homem sem escrúpulos,; alguém com tal ânsia de poder, que está disposto a tudo para realizar sua ambição pessoal de chegar à presidência. Neste que seria seu último filme, Peckinpah faz um profunda reflexão sobre o ilimitado potencial de manipulação que poderia surgir se a classe política e os meios de comunicação utilizassem toda a sua força.



O Caso Osterman (The Osterman Weekend)
1983 – EUA - 102 min. – Colorido – SUSPENSE
Direção: SAM PECKINPAH. Roteiro: ALAN SHARP e IAN MASTERS, baseado na obra homônima de ROBERT LUDLUM. Fotografia: JOHN COQUILLON. Montagem: EDWARD ABROMS e DAVID RAWLINS. Música: LALO SCHIFRIN. Produção: PETER S. DAVIS e WILLIAM N. PANZER, para a 20th CENTURY FOX

Elenco: RUTGER HAUER (John Tanner) BURT LANCASTER (Max Danforth), JOHN HURT (Lawrence Fassett), DENNIS HOPPER (Richard Tremayne), CRAIG T. NELSON (Bernie Osterman), MEG FOSTER (Ali Tanner), SANDY MCPEAK (Stennings), CHRIS SARANDON (Joseph Cardone), HELEN SHAVER (Virginia Tremayne) e CASSIE YATES (Betty Cardone).

Trailer Original:


Assista também:



Meu Ódio Será Sua Herança