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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

OS GOONIES

“Você lembra a música que eu cantava pra você?”


Difícil não gostar desta aventura eletrizante, com muito humor e suspense. Algumas situações nos lembram as histórias de Mark Twain, só que atualizadas e acrescidas dos toques pessoais do diretor Richard Donner, de Superman – O Filme e O Feitiço de Áquila. A pequena e pacata cidade portuária de Astoria é o palco das aventuras de um grupo de meninos que se auto-intitulam “os goonies”. Tom Sawyer e Huck seriam certamente sócios beneméritos dessa confraria que, estimulados pela descoberta de um velho mapa e lendas de piratas, se infiltram por túneis subterrâneos, são perseguidos por uma quadrilha de inescrupulosos bandidos e enfrentam com coragem obstáculos e armadilhas terríveis, no encalço de um fabuloso tesouro perdido. Vale acrescentar, a toda esssa emoção, a beleza das locações escolhidas - a cidade de Astoria, Cannon Beach, no Estado do Oregon, e Bodega Bay, na Califórnia -, a criatividade dos cenários de estúdio (utilizados por Cindy Lauper, a cantora pop dos anos 80, no videoclipe da musica-tema “The Goonies R´Good Enough”) e o ritmo crescente do filme, que atinge uma velocidade estonteante.

Quem, quando criança, não chegou a formar algum tipo de clubinho? Os Goonies não são, nesse sentido, uma exceção, mas seus integrantes são, com toda a certeza, únicos. Assim como nos filmes infantis das décadas de 30 3 40, onde as crianças eram o centro da historia, cada um dos meninos, personagens mirins, é um herói à sua maneira.

Sean Astin (filho de Patty Duke, a menina de “O Milagre de Anne Sullivan”), Jeff B. Cohen, Josh Brolin (“Milk”) e Kerri Green (“Lucas”) estréiam no cinema. Também fazem parte desse grupo, Corey Feldman (“Gremlins” e “Conte Comigo”), Ke Huy-Quan (Indiana Jones e o Templo da Perdição) e Martha Plimpton (filha de Keith Carradine).

Entre os adultos que participam do elenco, temos Josh Matuszak (de “Caveman”, com Ringo Starr e “Piratas das Galáxias”), no papel de Sloth, o gigante deformado. Interpretando a sinistra Sra. Fratelli, mãe e chefe da mal-afamada quadrilha Fratelli, temos Anne Ramsey (“Jogue a Mamãe do Trem”); sob suas asas, estão os igualmente perversos Joe Pantoliano e Robert Davi, como os irmãos Francis e Jake.

O filme atinge em cheio o imaginário da gente e, principalmente da criançada (ao menos a da década de 80), ávida por tesouros a serem descobertos, piratas, bandidos, túneis, etc. A tudo isso, alia-se a competência da produção, os efeitos especiais e o ritmo alucinante em que a ação transcorre – o sucesso do filme acho que se deveu basicamente e, principalmente, a isso.

É uma pena que não se resista às tentações moralistas de se passar algumas “liçoes” absolutamente dispensáveis, como se filmes para crianças não pudessem prescindir de velhas intenções pedagógicas. No mais, o importante é se divertir e, se for preciso alguma desculpa, invente uma. Boa diversão.



Os Goonies The Goonies)
1985 – EUA - 114 min. – Colorido – AVENTURA
Direção: RICHARD DONNER. Roteiro: CHRIS COLUMBUS, baseado na história de STEVEN SPIELBERG. Fotografia: NICK McLEAN. Montagem: MICHAEL KAHN. Música: DAVE GRUSIN. Produção: RICHARD DONNER E HARVEY BERNHARD, distribuído pela WARNER BROS.

Elenco: SEAN ASTIN (Mickey), JOSH BROLIN (Brand), JEFF COHEN (Chunk), COREY FELDMAN (Mouth), KERRI GREEN (Andy), MARTHA PLIMPTON (Stef), KE HUY-QUAN (Data), JOHN MATUSZAK (Sloth), ANNE RAMSEY (Mama Fratelli), ROBERT DAVI (Jake) e STEVE ANTIN (Troy).



Cenas do filme:


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A Profecia

segunda-feira, 1 de junho de 2009

O REGRESSO PARA BOUNTIFUL

“Quando você vive mais que sua casa e família, acho que viveu demais.”


Trata-se de um filme de extrema sensibilidade, cujo fio condutor é odisséia da pacata Carrie Watts (Geraldine Page) que, no ocaso da vida, decidde retornar a Bountiful, sua cidade natal. “O Regresso para Bountiful” é talvez o mais peculiar road movie dos últimos tempos. Morando com o filho Ludie (John Heard) e anora Jessie Mae (Carlin Glynn, esposa de Masterson) em Houston, Carrie Watts vive invariavelmente angustiada. Sua relação com Jessie Mãe é péssima. Quando juntas, as duas brigam como se fossem crianças. Enquanto Jesse sonha com a ascenção social do marido na cidade grande, Carrie deseja apenas rever Bountiful – cidade onde foi criada e que hoje sequer consta do mapa – antes de morrer. Mais do que uma simples volta à terra natal, a viagem de Carrie a Bountiful significa o encontro doloroso com o tempo perdido. No papel principal, Geraldine Page aumenta a empatia do público com seu personagem ao dar-lhe contornos chaplinianos. Com absoluto controle, lidando com um personagem tão complexo e delicado, Geraldine mostra o porquê foi uma das mais refinadas atrizes do cinema, embora aqui às vezes super represente.

Geraldine Page, por sua atuação, a última de sua carreira, recebeu um justo prêmio da Academia de Hollywood. Lembro-me que, ao anunciá-la vencedora na cerimônia de 86, o ator F. Murray Abraham – o Salieri, de “Amadeus” (1984) - disse sobre a até então recordista de indicações (sem ter sido premiada): “ela é a maior atriz da língua inglesa...”. Talvez não fosse. Contudo, a sua Sra. Watts foi um papel maravilhoso e talvez o melhor da carreira que a atriz fez nas telas, incluindo sua inesquecível Alexandra Del Lago, em “O Doce Pássaro da Juventude” (1967). A direção de Peter Masterson surpreende ao não deixar o filme tornar-se por demais teatral.

O elenco inteiro está muito bem: John Heard, como Ludie; Carlin Glynn como Jessie Mae, cuja paciência parece sempre estar próxima ao fim, mas sempre se renova; Richard Bradford, como o xerife que se torna aliado de Carrie Watts durante seu "vôo", e Kevin Cooney, como funcionário da estação da rodoviária.

Um destaque particular fica por conta de Rebecca De Mornay – mais famosa como a prostituta de “Negócio Arriscado” (1983) – que interpreta a simpática e centrada noiva de um militar que fica amiga de Carrie durante a viagem. Com imenso bom humor, a atriz contribui para o equilíbrio do filme.

Seguindo a trilha dos hinos religiosos entoados por Carrie Watts (“Para casa, para casa, com ternura Jesus está chamando”), “O Regresso para Bountiful” é uma obra marcada pelo o que a religião tem de mais puro: a esperança de uma vida melhor, aqui ou caso exista, no além. Se certos filmes às vezes nos dão a sensação de uma paulada na cara, outros, entrando pelos olhos e ouvidos, chegam ao coração e passam a acompanhar-nos, durante muito tempo, na memória. Este filme é um deles. Bom para ver e rever.



Regresso Para Bountiful (The Trip to Bountiful)
1985 – EUA - 108 min. – Colorido – DRAMA

Direção: PETER MASTERSON. Roteiro: HORTON FOOTE, baseado na peça homônima de HORTON FOOTE. Fotografia: FRED MURPHY. Montagem: JAY FREUND. Música: J. A. C. REDFORD. Produção: STERLING VANWAGENEN E HORTON FOOTE, realizado pela ISLAND PICTURES.
Elenco: GERALDINE PAGE( Carrie Watts), JOHN HEARD (Ludie Watts), CARLIN GLYNN (Jessie Mae), RICHARD BRADFORD (Xerife) , REBECCA De MORNAY (Thelma) e KEVIN COONEY (Roy).

Prêmios:
Oscar de Melhor Atriz Principal (Geraldine Page)/1986.



Cenas do filme:


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Doce Pássaro da Juventude

domingo, 10 de maio de 2009

O PRIMEIRO ANO DO RESTO DE NOSSAS VIDAS

“Você sabe o que é isso? É fogo de Santelmo”


Na linha dos filmes sobre juventude escolar, “O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas” fica no meio termo entre “O Reencontro” (83) e “O Clube dos Cinco” (85). No caso, seus personagens já estão suficientemente adultos para grandes demonstrações de idealismo; porém, jovens o bastante para necessitarem de auto-afirmação. No decorrer da estória, logo se deparam com a situação em que devem abrir mão das baladas e encontros noturnos no bar St. Elmo´s (que dá título ao filme), em busca de mais foco e responsabilidade para suas vidas. O filme tem como principal chamariz um elenco de postulantes ao estrelato (à época), que fizeram carreira e tornaram-se famosos posteriormente. Alguns deles, os brat-pack, lançados por Francis F. Coppola, dois anos antes, em “Vidas Sem Rumo” (83). Parece que, por causa disso, o diretor Joel Schumacher teve alguma dificuldade de tornar a participação do elenco proporcional. Em alguns momentos, a edição faz com que os personagens sejam um pouco superficiais, com a sensação de que deveriam ter uma presença maior. O filme fica bem mais interessante quando flerta com o elenco que, de fato, esbanja charme. Quando tenta abordar temas mais sérios dos personagens e seus problemas – drogas, sexualidade, carreira, relacionamento – o filme perde um pouco.

As tentativas, que lembram “O Clube dos Cinco”, de amenizar os assuntos - a euforia dando lugar às lágrimas, confissões, promessas de mudança e de amizade eterna, etc., - são mais bem sucedidas do que abordá-los de forma mais dura e realista. Uma cena embaraçosa é aquela na qual as três amigas – Jules (Demi Moore), Leslie (Ally Sheedy) e Wendy (Mare Winningham) - encontram-se para uma sopa num refeitório popular. Jules, em tom de brincadeira com as demais, declara que vai acabar sem dinheiro, como uma indigente – ao seu lado, uma velha indigente assiste a tudo. Apesar disso, fica uma parábola, na qual a senhora parece mais à vontade na situação do que a problemática Jules.

Há também um tom irônico em certas passagens, resvalando em aspectos políticos, mas que ficam frágeis. É o caso de Alec (Judd Nelson), que decide alterar sua filiação política por razões de salário. “Um senador republicano paga mais do que um senador democrata.", ele diz à namorada. "A gente podia comprar um sofá maior e depois a gente se casava". Em alguns momentos é esse o tipo de preocupação do filme – os yuppies da década de 80.

O diretor requinta o aspecto visual do filme - cenários modernos e moradias que lembram lofts, o que mostra alguns personagens esbanjando recursos esforçando para manter as aparências. Entretanto, a questão principal que o filme colocou é adivinhar daqueles atores/atrizes conseguiriam alçar vôos mais altos, após esse projeto.
Rob Lowe - cujo ar rebelde no enredo tornou-o o principal nome do elenco - virou um ídolo, repetiu outros filmes do gênero e obteve sua maturidade na série de TV “West Wing” (1999-2006). Em "O Primeiro Ano...", desempenha o papel do petulante e irresponsável Billy Hicks. Emilio Estevez, que também teve sua careira ampliada posteriormente, faz o papel de um biruta apaixonado, que às vezes se mete em situações embaraçosamente ridículas - principalmente quando seu objeto de desejo é bela Andie MacDowell.

Judd Nelson, o brigão de "O Clube dos Cinco", não está tão diferente aqui, apesar da gravata - numa demonstração de ser o personagem mais maduro do grupo, embora não o seja. Sua autoconfiança no filme às vezes descamba para o humor. Andrew McCarthy desempenha o personagem masculino menos intransigente do filme – o de um aspirante escritor, amigo de todos e o iconoclasta do grupo.

As personagens femininas são menos desenvolvidas no roteiro. Destaque para linda e drogada Jules (Demi Moore), a enfeitada e “preocupada com todos” Leslie (Ally Sheedy) e a assistente social virgem Wendy (Mare Winningham). Demi Moore é bela e ocupa a tela, embora não faça nada de especial, Maré Winningham faz muito para um personagem discreto e Ally Sheedy procura ser agradável, com senso de humor e inteligência.

"O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas" é um bom filme da década de 80. Mostra um produto para uma geração recém-saída de universidade e o início da vida profissional. Ao estilo Hollywood, diga-se bem.




"O Primeiro Ano do Resto de Nosss Vidas" (St. Elmo´s Fire)
1985 – EUA - 88 min. – Colorido – DRAMA
Direção: JOEL SCHUMACHER. Roteiro: JOEL SCHUMACHER E KARLS KURLANDER. Fotografia: STEPHEN H. BURUM. Montagem: RICHARD MARKS. Música: DAVID FOSTER. Produção: LAUREN SHULER, distribuído pela COLUMBIA.

Elenco:
EMILIO ESTEVEZ (Kirby Keger) ROB LOWE (Billy Hicks), ANDREW McCARTHY (Kevin Dolenz), DEMI MOORE (Jules), JUDD NELSON (Alec Newbary), ALLY SHEEDY (Leslie Hunter), MARE WINNINGHAM (WEndy Beamish), MARTIN BALSAM (Sr. Beamish), ANDIE MacDOWELL (Dale Biberman), JOYCE VAN PATTEN (Sra. Beamish) e JENNIE WRIGHT (Felicia).




Cenas do Filme:


Assista também:



O Clube dos Cinco

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

O FEITIÇO DE ÁQUILA

“Eu te amo! Eu te amo!”


No século XIII, em algum lugar entre Navarre e Anjou, existia uma cidade chamada de Áquila, comandada por um bispo maligno, que havia se apaixonado por uma linda mulher chamada Isabeau (Michelle Pfeiffer). Entretanto, Isabeau amava Etienne (Rutger Hauer), o capitão da guarda do bispo. Quando esse descobre a paixão entre o casal, vende sua alma ao diabo, em troca de que uma maldição recaia sobre os amantes. Desse momento em diante, Isabeau toma a forma de um falcão durante o dia, enquanto Etienne transforma-se em lobo. Ela retoma sua forma humana ao anoitecer; ele, ao anoitecer. Somente no exato limiar entre o pôr do sol e a aurora, eles conseguem de relance vislumbrar o que tiveram no passado. Exilado pelo bispo, vive a cavalgando pelos campos em seu belo corcel negro, com seu falcão (Isabeau) nos ombros, cumprindo-se o que os roteiristas do filme fixaram como a sina do casal: "Sempre juntos, sempre separados”.

“O Feitiço de Áquila” é um belo filme passado na Era Medieval. Parece que custou milhões, mas provavelmente seu custo foi bem inferior do que aparenta. Filmado no norte da Itália através das lentes inspiradas do grande Vittorio Storaro - ganhador do Oscar por “Apocalypse Now” e “Reds” - “O Feitiço de Áquila” enche as telas com belas paisagens e castelos em tonalidades sépia avermelhadas, parecendo envelhecidas. Entretanto, parece-nos um tanto quanto moderno demais para a era que retrata.

Richard Donner, o mesmo diretor de "Superman - O Filme" e os três roteiristas (Edward Khmara, Michael Thomas e Tom Mankiewicz) parecem não ter tido a coragem de contar a história em detalhes – o que é uma pena – pois haveria muito mais a ser dito. O filme possui um bom elenco. Além dos protagonistas, John Wood no papel de um bispo obcecado e Matthew Broderick, como um jovem ladrão (mas bom rapaz) e melhor amigo de Etienne, estão em perfeita sintonia. Todos sem exceção conseguem interpretar seus personagens de forma coerente e firme, conforme o figurino, apesar da falta de poesia ao roteiro.

Matthew Broderick apesar da posterior carreira irregular, mostrava já naquela época que possuía calibre para ser um dos melhores atores da sua geração. Desenvolve seu personagem Phillipe com picardia e graça e, embora algumas de suas piadas nunca pudessem fazer parte de um dia a dia da época – o que é um perigo – ele segura a peteca com inteligência e humor.

O camp Rutger Hauer apesar de ser um cavaleiro rústico, dá pinceladas de requinte ao seu personagem amargurado e perdido e Michelle Pfeiffer, uma das mais belas atrizes da década de 80-90, mostra o porquê vale a pena ser amaldiçoado eternamente. Sua presença – sexy e tremendamente sensual – ilumina tanto a tela que, mesmo quando é representada por um falcão tem-se a sensação de que ainda permanece em cena. John Wood está suficientemente majestoso e maléfico como o bispo e Leo McKern, que interpreta um pároco bêbado – originalmente o responsável pela situação do casal – preenche a tela com estilo.

O diretor deve ter tido dificuldades em coordenar os vários elementos em cena. Seja quando Etienne, ao pôr-do-sol, corre rapidamente pela floresta retirando uma vestimenta que obviamente um lobo não teria; seja quando o falcão transforma-se em Isabeau e surge completamente vestida, embora, na maior parte do tempo, não há nenhuma indumentária feminina à mão.

Cenas de aventura e de forte impacto e esplendor visuais - em particular quando a ave de rapina em vôo rasante sobre um lago, toca as pontas das asas na água – são intercaladas com outras tomadas banais. É o caso em que, num dado momento, no clímax final, uma batalha na catedral de Áquila, Etienne ao reencontrar Isabeau faz o seguinte comentário: “Você cortou seu cabelo”. Apesar deste e outros nonsenses, o filme é belo e muito bem dirigido.




"O Feitiço de Áquila" (Ladyhawke)
1985 – EUA – 121 min. – Colorido – FANTASIA
Direção: RICHARD DONNER. Roteiro: EDWARD KHMARA, MICHAEL THOMAS E TOM MANKIEWICZ, do argumento de EDWARD KHMARA . Fotografia: VITTORIO STORARO. Montagem: STUART BAIRD. Música: ANDREW POWELL. Produção: RICHARD DONNER E LAUREN SHULER, distribuído pela WARNER BROS.

Elenco:
MATTHEW BRODERICK (Phillipe Gaston) RUTGER HAUER (Capitão Etienne Navarre), MICHELLE PFEIFFER (Isabeau D´Anjou), LEO MCKERN (Imperius), JOHN WOOD (Bispo de Áquila), KEN HUTCHINSON (Marquet), ALFRED MOLINA (Cezar) , GIANCARLO PRETE (Fornac), LORIS LODDI (Jehan) e ALESSANDRO SERRA (Sr. Pitou).



Cenas do Filme:


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Superman - O Filme

sábado, 1 de novembro de 2008

PÉROLAS NEGRAS DE HOLLYWOOD

Desde o início da história da premiação do Oscar poucos artistas negros(as) foram premiados, em relação ao número total dos agraciados. Entretanto, aqueles (as) que receberam a tão cobiçada estatueta - justamente ou injustamente - fazem parte de um grupo seleto de pessoas cujos nomes estarão cravados de forma definitiva em Hollywood. Segue uma homenagem àqueles (as) que tiveram seus minutos de alegria - desde a inesquecível Hattie McDaniel (de "...E o Vento Levou") até o poderoso Forest Whitaker (de "O Último Rei da Escócia"). Ei-los (as):



1939
Hattie McDaniel em “... E o Vento Levou”, pelo papel da inesquecível babá Mammy de Scarlett O´Hara (Vivien Leigh). Hattie foi a primeira negra a ser indicada ao Oscar como Melhor Atriz Coadjuvante; também, foi a primeira atriz negra a ganhar o prêmio nessa categoria, além da mais velha a ganhar um Oscar da Academia (aos 44 anos); finalmente, a primeira artista negra (homem ou mulher) a ganhar um Oscar.


1946
James Baskett, Oscar Honorário, por sua “calorosa caracterização do Tio Remus, amigo e contador de histórias para crianças do mundo”, no filme “Canção do Sul”, de Walt Disney. O prêmio foi entregue na cerimônia de 1948.





1963
Sidney Poitier, em “Uma Voz nas Sombras”, pelo papel de Homer Smith. Foi o primeiro negro a ganhar o Oscar na categoria de Melhor Ator Principal, bem como o mais jovem a ganhar como ator nessa categoria (aos 37 anos).





1971
Isaac Hayes, Melhor Música Original pelo “Tema de Shaft”, do filme “Shaft”. Foi o primeiro negro a ganhar o prêmio na categoria de Melhor Canção Original.







1982
Louis Gossett, Jr, em “A Força do Destino”, no papel do Sargento Emil Foley. Foi o primeiro negro a ganhar o Oscar na categoria de Melhor Ator Coadjuvante.







1983
Irene Cara, Melhor Canção Original “What a Feeling”, do filme "Flashdance". Foi a segunda artista negra a ganhar o prêmio de Melhor Canção Original; a primeira (e única) a ganhar um Oscar fora da categoria de atriz. Irene Cara foi responsável somente pela letra da canção. A indicação foi conjunta com Giorgio Moroder e o co-letrista Keith Forsey.



1984
Prince, Melhor Música, Melhor Trilha Sonora Original, do filme “Purple Rain”. Foi o primeiro (e único) artista negro a ganhar o prêmio nesta categoria (cantada), que atualmente não mais existe. Hoje essa categoria é Melhor Trilha Original, que engloba trilha instrumental e cantada.




1984
Stevie Wonder, Melhor Canção Original "I Just Called to Say I Loved You", do filme “A Dama de Vermelho”. Foi o segundo artista negro a ganhar o prêmio na categoria Melhor Canção Original






1985
Lionel Richie, Melhor Canção Original "Say You, Say Me”, do filme “O Sol da Meia-Noite”. Foi o terceiro artista negro ganhar o prêmio como Melhor Canção Original







1986
Herbie Hancock, Melhor Trilha Sonora Original, do filme “Por Volta da Meia-Noite”. O primeiro (e único) artista negro a ganhar o prêmio na categoria Melhor Trilha Original.







1988
Willie D. Burton, Melhor Som por "Bird", dividido com Les Fresholtz, Rick Alexander e Vern Poore. Foi o primeiro negro a ganhar o prêmio na categoria Melhor Som.

1989
Russel Williams II, Melhor Som por “Tempos de Glória”, dividido com Donald O. Mitchell, Gregg Rudloff, e Elliot Tyson. Foi o segundo negro a ganhar o prêmio de Melhor Som.

1989
Denzel Washington, em “Tempos de Glória”, como Trip. Foi o segundo negro a ganhar o prêmio na categoria de Melhor Ator Coadjuvante; também, o primeiro ator negro a receber duas indicações nessa categoria.






1990
Whoopi Goldberg, em “Ghost, do Outro Lado da Vida”, como Oda Mae Brown, a hilária tranbiqueira. Foi a segunda negra a ganhar o Oscar na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante, bem como a primeira a receber duas indicações como atriz no geral.





1990
Russel Williams II, Melhor Som por “Dança com Lobos”, dividido com Jeffrey Perkins, Bill W. Benton e Gregory H. Watkins. Foi o terceiro negro a ganhar o prêmio de Melhor Som e o primeiro a ganhá-lo por duas vezes.






1995
Quincy Jones, Prêmio Humanitário Jean Hersholt.









1996
Cuba Gooding, Jr., em Jerry Maguire”, como Rod Tidwell. O terceiro negro a ganhar o Oscar na categoria de Melhor Ator Coadjuvante; também, o mais jovem ator negro a ganhar o prêmio da Academia (aos 29 anos).





2001
Denzel Washington, em “Dia de Treinamento”, como Alonzo Harris. O primeiro negro a receber cinco indicações como ator no geral; também, foi o primeiro a receber três indicações ao prêmio, na categoria Melhor Ator Coadjuvante; o segundo negro a ganhar um Oscar na categoria Melhor Ator Principal; foi neste ano, pela primeira vez, que diversos atores receberam indicação ao prêmio na categoria de Melhor Ator Principal; finalmente, foi o mais velho ator negro a ganhar o prêmio na categoria Melhor Ator Principal (aos 47 anos).


2001
Halle Berry, em “A Última Ceia”, como Leticia Musgrove. Foi a primeira (e única) negra a ganhar o prêmio na categoria Melhor Atriz Principal.







2002
Sidney Poitier, Prêmio por Reconhecimento da Obra, “pelas atuações extraordinárias e presença única na tela e por representar a indústria com dignidade, estilo e inteligência”. O prêmio foi entregue na cerimônia de 2002.





2004
Jamie Foxx, em “Ray”, no papel do cantor Ray Charles. Foi o terceiro negro a ganhar o prêmio na categoria Melhor Ator Principal; foi o primeiro ator a receber duas indicações de melhor performance no mesmo ano.






2004
Morgan Freeman, em “A Menina de Ouro”, como Eddie 'Scrap-Iron' Dupris. Foi o quarto negro a ganhar o prêmio na categoria de Melhor Ator Coadjuvante; o mais velho negro a ganhar um prêmio da Academia (aos 67 anos); o segundo negro a receber duas indicações na categoria Melhor Ator Coadjuvante.



2005
Jordan Houston, Cedric Coleman, Paul Beauregard (Houston e Beauregard são do grupo musical Three 6 Mafia), pela canção “It is hard out here for a Pimp", do filme “Ritmo de Um Sonho”.


2006
Forest Whitaker, em “ O Último Rei da Escócia”, como o ditador Idi Amin Dada. Foi o quarto negro a ganhar o prêmio na categoria de Melhor Ator Principal.







2006
Jennifer Hudson, em “Dreamgirls - Em Busca de Um Sonho”, como Effie White. Foi a terceira negra a ganhar o prêmio na categoria Melhor Atriz Coadjuvante; a primeira (e única) negra a ganhar um prêmio da Academia em seu filme de estréia; foi a mais jovem negra a ganhar um prêmio da Academia (aos 25 anos); a primeira participante de um reality show de TV a vencer um premio da Academia; o primeiro (e único) filme a ter indicados negros tanto na categoria de Melhor Ator Principal como Melhor Atriz Coadjuvante.


2006
Russel Williams II, Melhor Som por “Dreamgirls”, dividido com Michael Minkler e Bob Beemer. O primeiro negro a ser indicado e a ganhar na recém renomeada categoria de Melhor Mixagem de Som”.

Fonte: Diversos